<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472</id><updated>2012-01-27T06:56:53.549-08:00</updated><category term='Introdução à Filosofia: O que é filosofar?'/><category term='Vida'/><category term='Thomas Kuhn'/><category term='Metafísica'/><category term='Estado de Direito'/><category term='Filosofia da Linguagem'/><category term='Corpo'/><category term='Filosofia Moderna (C1)'/><category term='Aristóteles'/><category term='Morte'/><category term='Filosofia Antiga'/><category term='Mente'/><category term='Decisão Judicial.'/><category term='filosofia política'/><category term='Platão - A Alegoria da Caverna (C1)'/><category term='Filosofia Medieval'/><category term='Papel do professor'/><category term='Filosofia do Direito'/><category term='Wittgenstein'/><category term='Meaning of  &quot;Meaning&quot;'/><category term='Filosofia Antiga (C1)'/><category term='conflito de valores'/><category term='Filosofia Medieval (C1)'/><category term='Putnam'/><category term='Utopia'/><category term='Ensino de ciências'/><category term='Bertrand Russell'/><title type='text'>BLOG DO PROFESSOR PAULO</title><subtitle type='html'>Este espaço é destinado aos alunos de Filosofia e a quem se interessa por temas filosóficos e de humanidades. Aqui, textos, vídeos, links para blogs e sites estão organizados visando esclarecer determinada temática.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-5605790369341958703</id><published>2011-04-02T19:27:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T20:06:10.131-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Papel do professor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thomas Kuhn'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensino de ciências'/><title type='text'>HUMANIDADES NO ENSINO DE CIÊNCIAS: RUMOS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Podemos afirmar que a relação entre a História e a atividade científica ficou mais clara com a publicação de “A estrutura das revoluções científicas”, obra já clássica escrita pelo norte americano &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Kuhn"&gt;THOMAS KUHN&lt;/a&gt; em 1962. Apesar dessa obra ainda hoje causar muita polêmica, Kuhn parece ter conseguido mostrar que as fronteiras entre o contexto de descoberta e o contexto de justificação científicos são mais complexas e problemáticas do que parece “prima facie”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Kuhn tentou mostrar que a construção do conhecimento científico envolve não apenas a atividade científica em si mesma, comumente mais relacionada com a atividade laboratorial e teórica. A atividade científica é algo extremamente complexo que envolve, por exemplo, matérias das ciências humanas, como a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=T_7cGSJqfls"&gt;FILOSOFIA&lt;/a&gt;, a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lEmJUpGCSfw"&gt;HISTÓRIA&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qwPk-3nH2go"&gt;SOCIOLOGIA&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Atualmente, muitos profissionais do ensino aceitam que o ensino de ciências passa, ou deveria passar, por exemplo, pelo conhecimento e contextualização históricos. Esse movimento acontece por conta de dois motivos abrangentes e, em muitos aspectos, relacionados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Primeiro. Muitos educadores e teóricos da ciência perceberam que o modelo positivista de ensino das ciências era insuficiente e, em muitos casos, incorria em erros grosseiros. O &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WJrFGrVQjf4"&gt;POSITIVISMO&lt;/a&gt; baseou seu ideário em quatro premissas: o conhecimento empírico, baseado na experiência, é o caminho correto para se atingir o Real; a natureza “mostra a sua face” por meio de uma coleta exaustiva de dados; o cientista é capaz de filtrar os dados naturais com total imparcialidade e a ciência é uma construção puramente objetiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No século XX, principalmente, muitos autores desconfiaram de uma imagem de natureza baseada na separação radical entre propriedades naturais e suas significações humanas, ou melhor, entre os dados fenomênicos naturais e as concepções que atribuímos a eles. Isso, conjuntamente com os trabalhos de Kuhn, abriu as portas para a ideia de que as teorias científicas são, muitas vezes, fundadas em idealizações e representações, o que, certamente, é contrário aos principais pontos de apoio do positivismo. Sendo assim, a assim chamada História das Idéias forneceria um quadro mais fiel de como se desenvolve a atividade científica, porque, justamente, o historiador aceita normalmente o subjetivismo que atua nas idealizações científicas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Segundo. Muitas pesquisas apontam para o fato de que os estudantes secundaristas e universitários percebem a atividade científica como algo difícil, inútil e sem sentido. Isso acaba impedindo que os alunos vejam algum valor prático e mesmo cognitivo no aprendizado das ciências. Em grande medida, isso se deve ao massante uso de fórmulas e a uma falta de contextualização quando do aparecimento de determinada teoria científica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Entender o conhecimento científico como montado por meio de representações ou idealizações significa mostrar que os cientistas são feitos de carne e osso e, portanto, erram algumas vezes, acertam noutras; possuem crenças, vontades e convicções; sofrem influências e podem influenciar a cultura de determinada época. Reconhecendo a complexidade desse conjunto de fatores, o estudante de ciências encontrará sentido, por exemplo, na lei da inércia. Ele saberá que o movimento retilíneo e uniforme de um corpo, sofrendo a ação de uma força externa, só faz sentido se considerarmos esse experimento uma idealização teórica, realizada, justamente, em condições ideais. O estudante entenderá mais facilmente que, por exemplo, questões ambientais estão intimamente relacionadas com a Química e que isso ajuda a entender o efeito poluidor do CO2. O aluno, assim, compreenderá que a atividade científica possui, sim, suas peculiaridades. Todavia e sobretudo, essa é uma atividade humana como qualquer outra, permeada por conflito de interesses, dogmas, preconceitos, dramas,&amp;nbsp; momentos epopéicos e muito trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Disso tudo, podemos concluir que os professores de ciências deveriam cultivar uma atitude multidisciplinar, no sentido de reconhecer que matérias como &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kjf7cINlGRo&amp;amp;feature=related"&gt;FILOSOFIA&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=S9vVQsIFpVM&amp;amp;NR=1"&gt;HISTÓRIA&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uscv9HEKoTM&amp;amp;NR=1"&gt;SOCIOLOGIA&lt;/a&gt; ajudam de fato na compreensão da construção do conhecimento, de modo geral, e da atividade científica, de modo mais específico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Obviamente, essa atitude exigirá conhecimento abrangente e relativamente profundo de matérias que aparentemente não se cruzam. Esse conhecimento permitirá que o educador consiga manipular adequadamente determinado assunto em prol dum melhor entendimento por parte dos estudantes de ciências. Por exemplo, o aluno tanto melhor assimilará a formulação F=ma, quanto mais ele compreender a imagem de natureza que sustenta o termo “força” na metafísica newtoniana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #0c343d; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por fim, nesse novo ideário, o professor não é mais percebido como uma figura oracular. Ele é percebido como alguém que realmente ouve as dúvidas e o senso comum dos estudantes. A aproximação da ciência com a História do desenvolvimento científico, exige, também, uma aproximação entre professor e aluno, visando principalmente a uma melhor comunicação que, por sua vez, robustecerá o espírito crítico de todos os envolvidos no processo educacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-5605790369341958703?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/5605790369341958703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2011/04/humanidades-no-ensino-de-ciencias-rumos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/5605790369341958703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/5605790369341958703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2011/04/humanidades-no-ensino-de-ciencias-rumos.html' title='HUMANIDADES NO ENSINO DE CIÊNCIAS: RUMOS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-6125821895585518012</id><published>2011-03-08T18:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T18:07:17.671-08:00</updated><title type='text'>SOCIOLOGIA - LINKS PARA LIVROS</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-IVNhTlPHJHM/TXbdGasaKeI/AAAAAAAAACw/EhAwPhxboh0/s1600/O+que+%25C3%25A9+sociologia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-IVNhTlPHJHM/TXbdGasaKeI/AAAAAAAAACw/EhAwPhxboh0/s320/O+que+%25C3%25A9+sociologia.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: left;"&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/7275597/Carlos-Benedito-Martins-Colecao-Primeiros-Passos-O-Que-e-Sociologia"&gt;LINK PARA O TEXTO "O QUE É SOCIOLOGIA"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-iml2yDoccN8/TXbfcKTyXxI/AAAAAAAAAC0/uInFoe0Dfn8/s1600/o+que+%25C3%25A9+cultura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh5.googleusercontent.com/-iml2yDoccN8/TXbfcKTyXxI/AAAAAAAAAC0/uInFoe0Dfn8/s1600/o+que+%25C3%25A9+cultura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: left;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/29057883/Colecao-Primeiros-Passos-O-Que-e-Cultura-Jose-Luiz-dos-Santos"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;LINK PARA O TEXTO "O QUE É CULTURA"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-6125821895585518012?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/6125821895585518012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2011/03/sociologia-links-para-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6125821895585518012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6125821895585518012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2011/03/sociologia-links-para-livros.html' title='SOCIOLOGIA - LINKS PARA LIVROS'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-IVNhTlPHJHM/TXbdGasaKeI/AAAAAAAAACw/EhAwPhxboh0/s72-c/O+que+%25C3%25A9+sociologia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-2358624310720343636</id><published>2011-01-18T16:03:00.000-08:00</published><updated>2011-04-12T09:49:58.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida'/><title type='text'>CORPO, MORTE, VIDA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O anatomista / taxidermista alemão &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2zJyTZWg8-g"&gt;GUNTHER VON HAGENS &lt;/a&gt;conseguiu algo impressionante. Ele criou uma técnica que conserva a estrutura corporal, isso mesmo depois da morte; aliás, sua técnica parece conseguir conservar os órgãos internos muito depois da morte de determinado indivíduo.&amp;nbsp; Também, sua técnica permite vislumbrar as particularidades da estrutura óssea e da estrutura muscular. Permite, até mesmo, o deslumbramento de estruturas muito finas e delicadas, como determinados tipos de veia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não me alongarei mais sobre as tecnicidades envolvidas nesse tipo de embalsamamento, chamada de plastinação, e nem em questões concernentes à anatomia humana, pois aí o meu entendimento não passa do nível básico. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Minha indagação, depois de ver todos aqueles corpos “mortos” e reconstruídos é a seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O que é o ser humano? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Podemos começar essa resposta reconhecendo que o ser humano é uma mistura de duas coisas: corpo e mente – se preferir, a mente pode ser chamada de espírito, alma, “eu” interior etc -; ou seja, o ser humano possui uma parte material e outra que ainda escapa de uma análise mais objetiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, o aparelho digestivo ou digestório é algo objetivamente estudado pelos cientistas; esse aparelho possui determinada estrutura reconhecível pelos anatomistas, funciona de determinada maneira, possui finalidades e, tal como se faz com uma máquina, pode-se afirmar quando esse aparelho funciona mal e, também, pode-se prever os resultados de seu bom ou mau funcionamento. O aparelho digestivo compõe uma parte da materialidade humana, faz parte do corpo humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em certa medida, a materialidade humana é facilmente identificada. Basta ir à exposição “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7ZsbBHJXjmo&amp;amp;feature=related"&gt;CORPO&lt;/a&gt;” ou consultar algum livro de anatomia para identificar as diversas estruturas que compõem o nosso corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por outro lado, a parte imaterial humana não parece ser alcançável objetivamente. Não existe um livro de anatomia “não corporal” que aponte, por exemplo, para como funciona ou como seja o paladar. Assim, apesar de todos nós compartilharmos estruturas digestivas que parecem beirar a igualdade, não parece fazer sentido que possamos analisar objetivamente o paladar e tirar dele algum conteúdo reconhecível e minimamente partilhado. O paladar não possui uma referência no mundo material. Isso também vale para os outros quatro sentidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Apesar das sensações humanas não possuírem uma objetividade e estarem encerradas nas individualidades, parece, surpreendentemente, que conseguimos entrar em bom acordo com relação à falta de objetividade da imaterialidade humana, dominada por nossas subjetividades. Por exemplo, conseguimos entender e acordar com relação às cores, ao gosto azedo ou doce, ao som musical ou barulhento, ao odor repugnante ou aromático. Por que isso acontece?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um materialista pode afirmar com boas razões que essa suposta “imaterialidade” é apenas o resultado normal de uma base material. Não há nada de especial, ou melhor, há nada de misterioso com a imaterialidade humana. Melhor pensar que isso nem mesmo exista. Por outro lado, um “espiritualista” costuma afirmar que existe algo para além do corpo e que pode sobreviver à destruição física. Essa crença está na base, por exemplo, do cristianismo. Desse modo, o corpo sozinho, afirmam os espiritualistas, não é a matriz principal de nossa humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seja como for, a exposição “Corpo” mostra, pelo menos, três coisas bem interessantes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Primeiro. O corpo humano é algo complexo e de difícil decifração, mesmo quando se supõe que cada pedaço de osso, carne e veia está encaixado com determinado propósito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Segundo. Ver espécimes da raça humana tão absurdamente expostos desagrada. Creio que isso se deva ao seguinte fato: nosso interior aponta para a simples preservação da vida.&amp;nbsp; Nos olhar por dentro nos lembra que a luta pela vida está na base de qualquer projeto de vida, o que nos lembra que somos uma espécie animal entre outras no planeta Terra. Ver-nos por dentro não é, certamente, o lado que gostaríamos de vislumbrar quando nos olhamos no espelho, mas parece ser mais substantivo do que a superfície costumeiramente apresentada socialmente. O desenvolvimento cultural humano caminhou na direção de tornar a “capa” humana o mais essencial. O estético tomou quase todo o espaço das mais variadas concepções sobre a boa vida, contribuindo para certas concepções totalmente distorcidas. Creio que por conta disso, muitas pessoas percebem com repugnância a exposição Corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por fim, é inevitável pensar na morte quando se vai à exposição “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wZL1bJdreqA&amp;amp;feature=fvst"&gt;CORPO&lt;/a&gt;”. Ver aqueles corpos sem vida faz pensar no sentido da vida. Todos nós, um dia, podemos ser modelos expostos na exposição de Gunther Von Hagens; aliás, ele embalsamou o melhor amigo que se encontra exposto. A morte, nesse caso, faz a vida ganhar outras significações. Todos aqueles cadáveres conservados estão contribuindo para que o estético pare de aborrecer por alguns segundos e pensemos mais além do aqui e agora Pode ser que essa pergunta – o que é o ser humano? – não tenha resposta. O interessante é que somente o ato da pergunta pode abrir fendas filosóficas nas nossas carcaças tão bem expostas por Von Hagens.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em tempo: na exposição aqui em Brasília há uma parte em que se vê um pulmão atacado pelo fumo. Um pulmão que poderíamos chamar de “feio”. Se a feiúra desse pulmão exposto ajudou alguém a ter uma percepção melhor dos riscos do tabaco para a saúde - mesmo que se escolha não largar o cigarro - ,então ponto para a significação estética.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim, não deixe de ver a exposição Corpo. Aqui em Brasília, essa exposição vai até o dia 31 de Janeiro de 2011.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;P.S. Se o objetivo de von Hagens é "democratizar" o acesso ao corpo humano, os organizadores da exposição aqui em Brasília podiam rever o preço da entrada que poderia ser menos salgado. R$ 40,00 a inteira é um tanto caro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-2358624310720343636?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/2358624310720343636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2011/01/corpo-morte-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/2358624310720343636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/2358624310720343636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2011/01/corpo-morte-vida.html' title='CORPO, MORTE, VIDA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-4678816492741307872</id><published>2010-11-15T13:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T08:37:50.087-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conflito de valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Utopia'/><title type='text'>UTOPIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entendo que qualquer projeto político possui algum teor utópico. Melhor, projetos políticos os mais diversos estão carregados de ideais utópicos. Entre esses ideais podemos citar: a busca pela liberdade, a busca pela igualdade, a busca pela justiça, a busca pelo bem estar social, ou, o mais genérico, a busca por uma sociedade melhor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_More"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;SIR THOMAS MORE&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, por exemplo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;acreditava que um projeto político decente deveria colocar o bem público acima dos interesses pessoais; a maior parte das sociedades liberais tem como meta estabelecer uma sociedade livre; na Europa Ocidental, a partir dos anos 60 do século XX, predominou a busca pelo estado de bem estar social; mesmo um sistema político autoritário, como o nazismo alemão, tinha por base vários ideais utópicos, como, por exemplo, a busca de determinado tipo de vida que encontrava raízes no passado germânico. Atualmente, no Brasil, a busca pelo fim da desigualdade social pode ser considerado um ideal utópico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;Todavia, apesar de ideais utópicos estarem na base dum projeto político qualquer, o termo "utopia" tem sido constantemente evitado. Isso se deve basicamente a dois fatores:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;1) O termo "utopia" (utopia = lugar nenhum) ganhou ao longo dos séculos uma conotação negativa. Hoje, quando se diz que o "o projeto X é utópico", isso quer dizer que o projeto X é fantasioso, não está amarrado com a realidade, ou é um projeto muito ingênuo, beirando a estupidez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;2) Ideais políticos, mesmo os mais legítimos são, na sua maior parte, realmente inalcançáveis e, nesse sentido, utópicos. Todo projeto político envolve valores conflitantes já no seu nascedouro. Assim, a busca por um ideal político afeta muitos interesses; nem sempre, todos os grupos sociais buscam os mesmos ideais, o que solapa qualquer projeto de uma sociedade totalmente harmônica. Também, talvez vários ideais políticos esbarrem na sua impraticabilidade, quando os almejamos de maneira absoluta, pois os interesses humanos são muitos, tendem a "querer tudo" e são limitados por fatores externos, como os interesses das outras pessoas, os interesses das outras noções e as condições naturais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;Temos, assim, um certo paradoxo nos diversos projetos políticos: de um lado, se aceita ideais utópicos como base de projetos políticos mais amplos; de outro lado, se reconhece que certos ideais utópicos são impossíveis de serem realizados nesse mundo, se almejamos valores como a igualdade, a liberdade, a justiça ou o bem estar social de modo absoluto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;Deveríamos então pensar numa nova maneira de encarar o papel da utopia. Ainda mais num mundo plural e instável que acontecemos de estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;O objetivo do artigo "O papel da utopia", escrito em 2006, é tentar estabelecer uma nova maneira de se perceber ideais utópicos a partir do pluralismo de valores&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul style="text-align: center;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.consciencia.org/utopiapaulo.shtml"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O PAPEL DA UTOPIA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-4678816492741307872?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/4678816492741307872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/11/utopia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/4678816492741307872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/4678816492741307872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/11/utopia.html' title='UTOPIA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-6772096151537588389</id><published>2010-10-05T15:53:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T17:27:29.941-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decisão Judicial.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estado de Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Direito'/><title type='text'>LEI É CABEÇA DE JUIZ?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/juiz.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 460px; height: 370px;" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/juiz.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;No Brasil existe uma sensação amplamente compartilhada de que "lei é cabeça de juiz". Na base dessa afirmação se encontram, pelo menos, três pressupostos:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;1) &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;A justiça no Brasil não é cega, ou seja, ainda não se atingiu certa noção de imparcialidade almejada por muitos profissionais da justiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Apesar da existência de normas jurídicas frequentemente bem orientadas e amplamente acordadas, os juízes possuem o "poder" de desconsiderar tudo isso e tomar decisões que estão fora do "livro de regras"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Os juízes estão acima da lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num estado democrático e de direito - como se pressupõe ser o Brasil - espera-se que o judiciário sirva para atender ao cidadão nos seus direitos mais básicos; também, espera-se que o judiciário sirva como instrumento para o equilíbrio social. Todavia, nenhuma dessas é devidamente atendida.&lt;br /&gt;No Brasil o sistema judiciário é, na sua maior parte, lento. Essa lentidão costuma prejudicar pessoas que urgem por uma resposta jurídica que tem o potencial de definir dramaticamente a vida de alguém. Também, a demora na resolução de processos faz com que muitos cidadãos simplesmente desistam de lutar por algo, causando um sentimento de desamparo que perigosamente flerta com o "fazer justiça com as próprias mãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponibilizo o link para uma aula magna realizada na Católica de Brasília em que o palestrante, &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://works.bepress.com/ivo_teixeira_gico_junior/"&gt;Ivo Teixeira Gico Jr.&lt;/a&gt;, aborda os problemas elencados acima de forma inusitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palestra é longa mas vale a pena não só pelo tema, mas também pela habilidade do palestrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia deixar de comentar o episódio da "decisão" do STF sobre a questão da Lei da Ficha Limpa. Esse episódio mostra, entre outros, o descompasso gritante entre o que pode ser considerado uma conquista socialmente importante e o pensamento do judiciário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/supremo-arquiva-acao-de-roriz-e-ficha-limpa-continua-sem-decisao.jhtm"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;STF "DECIDE" POR EMPATE NA QUESTÃO DA LEI DA FICHA LIMPA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: center;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.youtube.com/watch?v=alIlxlKzZkk"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;COMO OS JUÍZES DEVEM DECIDIR&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-6772096151537588389?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/6772096151537588389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/10/lei-e-cabeca-de-juiz.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6772096151537588389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6772096151537588389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/10/lei-e-cabeca-de-juiz.html' title='LEI É CABEÇA DE JUIZ?'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-5270269709298766394</id><published>2010-08-08T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T14:09:09.321-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wittgenstein'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia da Linguagem'/><title type='text'>Wittgenstein: o Tractatus Logico-Philosophicus (TLF) e as Investigações Filosóficas (IF)</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CADMINI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CADMINI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CADMINI%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Este texto é uma tentativa de capturar o projeto de Ludwig Wittgenstein(1889-1951) contido no &lt;i style=""&gt;Tractatus Logico-Philosophicus &lt;/i&gt;(TLP), editado originalmente em 1921. Para tanto, resolvi comparar certos aspectos do TLP com outra importante obra de Wittgenstein intitulada &lt;i style=""&gt;Investigações Filosóficas &lt;/i&gt;(IF), publicada, após a sua morte, em 1953. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Apesar de, comumente, a obra IF possuir o status de obra madura com relação ao TLP, penso que esse último é filosoficamente mais interessante. Ainda mais, podemos entender que os projetos contidos na TLP e nas IF possuem interesses distintos sobre o funcionamento da linguagem. Enquanto o TLP esbarra em questões metafísicas, epistemológicas e lógicas de difícil trato, a pretensão nas IF é descrever como de fato nós usamos a linguagem. Obviamente, o nível lógico-metafísico e o pragmático podem possuir pontos de contato, mas são abordagens diferenciadas para um mesmo fenômeno que é a linguagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"  style="line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No TLF, Wittgenstein está preocupado com as relações entre linguagem e mundo. Para ele, essa relação se dá através da teoria da figuração. Há, nessa teoria, a concepção de que o pensamento representa algo dos fatos do mundo. Como o pensamento se dá por meio de proposições, então as proposições representam, de alguma forma, o mundo. No aforismo 2.12, encontramos a seguinte passagem: “a figuração é um modelo da realidade”. Esse modelo é como uma foto ou uma espécie de maquete que usamos para representar e tentar capturar o real, capturar o mundo. A figuração (foto ou maquete) possui, então, uma relação com a realidade (TLF: 2.14, 2.15, 2.151, 2.1514, 2.161 e 2.17). Essa relação é estruturada logicamente pelas proposições. Desse modo, entender a linguagem – que significa entender o mundo – é compreender as regras da lógica que estão escondidas embaixo de uma gramática de superfície que é a gramática usada cotidianamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há no TLF uma correspondência entre a estrutura do mundo e a estrutura da linguagem. A partir do que Wittgenstein escreveu da sua teoria da figuração, é possível fazer uma associação precária entre mundo e linguagem. Em 2.131, Wittgenstein afirmou que “Os elementos da figuração representam nela os objetos”. Aqui, temos uma relação entre os elementos da figuração – que é uma estrutura da linguagem – e os objetos – que é uma estrutura do mundo; ou, Wittgenstein está preocupado em encontrar relações entre Semântica, Metafísica e Epistemologia. Todavia, resta descobrir o que são esses elementos da figuração correspondentes aos objetos. No aforismo 3.203, há a afirmação de que “O nome significa o objeto”, ou seja, os elementos da figuração parecem ser os nomes. Se isto está correto, então temos aqui duas estruturas se correspondendo: os nomes e os objetos. Essas parecem ser as estruturas mais simples da linguagem e do mundo e vão fundamentar, ao que parece, todas as outras estruturas contidas no TLF. Essas estruturas (estado de coisas, proposições, fatos) estão concatenadas por uma estrutura lógica, pois “A construção lógica é comum a todos” (TLF: 4.014 e 4.0141). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A relação entre nome e objeto é bem difícil de entender no TLF. Nas IF, Wittgenstein critica “o autor do TLF” (IF: 23) por não compreender que há vários usos para a linguagem, como usá-la para comandar, descrever, conjecturar, inventar uma história, representar teatro e outros. Mas o que isso significa? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Significa que não há apenas uma maneira de entender a linguagem, o que era uma forte tese no TLF (TLF: 3.201 e 3.25). Em algumas partes das IF, Wittgenstein faz críticas à teoria da nomeação (IF: 1 e 244) que parece ser a teoria adotada no TLF. Desse modo, no TLF a ligação entre nome e objeto se dá através da nomeação, ou seja, os nomes representam ou significam objetos. Desse modo, descobrir significados é entender a gramática profunda que subjaz as sentenças da gramática de superfície. Notar bem: a gramática profunda é percebida por meio do cálculo proposicional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cálculo proposicional pode ser entendido pelas regras da lógica que determinam uma única maneira de entender a linguagem. Assim, entender a linguagem significa entender as regras da lógica. Desse modo, basta admitir a notação lógica para ser forçosamente guiado pelas suas regras (TLF: 5.514) e encontrar o significado de determinada expressão. Nesse caso, somente expressões proposicionais podem ser analisadas, ou seja, podem ser passíveis de verdade ou falsidade (TLF: 4.022, 4.023 e 4.024). Forçosamente, as proposições têm que possuir alguma relação com o mundo; proposições que não fazem isso estão fora do interesse do TLF. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como mostrado até aqui, há no TLF uma espécie de monismo lingüístico, ou seja, há uma única maneira de se entender a linguagem que é por meio de sua estrutura lógica. Nas IF, desaparece a teoria monista; nessa obra, Wittgenstein parece adotar uma teoria pluralista da linguagem. Não há mais uma lógica da linguagem, há uma multiplicidade de significados que se dão nas práticas lingüísticas de cada comunidade (IF: 1). Wittgenstein troca a análise lógica da linguagem pela noção de jogos de linguagem (JL) (IF: 7). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A noção de jogos de linguagem na IF é muito fluida e vaga, diferente da teoria da figuração encontrada no TLF, em que encontramos uma noção mais precisa, mesmo que muito abstrata. Pode-se afirmar que nas IF, diferente do TLF, para entender a linguagem é necessário entender os JL. No aforismo 65 das IF, Wittgenstein não busca mais uma essência da linguagem. No máximo, só podemos afirmar que os diversos JL têm um “parentesco”. Wittgenstein chega mesmo a afirmar que “não há uma coisa comum a esses fenômenos”, ou seja, aos JL. Para tentar exemplificar isto é usado um exemplo de como se jogam vários tipos de jogos (IF: 66). Nesse exemplo, se pretende mostrar que, intuitivamente, os vários tipos de jogos – desde os jogos de tabuleiro até os esportes – possuem algum parentesco, embora cada um deles tenha a sua autonomia. Este exemplo também nos esclarece que entender uma linguagem não é, como se queria no TLF, entender a sua forma lógica, mas participar de uma atividade que se articula com um Modo de Vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto no TLF existia a noção de que há uma gramática profunda que se oculta sob quilos e quilos de uma gramática superficial, nas IF não há essa dicotomia. A gramática nas IF não dita regras independentes das práticas coletivas, ela está situada dentro das atividades dos diversos JL. Esta gramática se dá de forma pública; ou seja, há nada para além dessa gramática. A abstração e o monismo semântico do TLF desaparecem. Usar corretamente a linguagem significa compreender o domínio público. Esse domínio não é algo oculto pairando para além das vontades e dos acordos humanos. Desse modo, Wittgenstein tira a linguagem dos céus e a coloca perto do contato humano, pois “Correto e falso é o que os homens dizem; e na linguagem os homens estão de acordo. Não é um acordo sobre as opiniões, mas sobre o modo de vida” (IF: 241). Nesse aforismo, Wittgenstein parece  defender que uma verdade essencial da linguagem é uma quimera. O que há é um acordo entre as pessoas para que a linguagem tenha alguma utilidade pública, nada mais nada menos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entender a linguagem significa compreender o jogo ou os jogos de uma determinada comunidade lingüística. Compreender, neste sentido, significa, então, entender e dominar uma técnica – seguir uma regra (IF: 199) -, pois a linguagem ela mesma possui regras. No aforismo 185, é exposto o problema do menino que supostamente usa regras para escrever séries de números cardinais. Todavia, o aluno parece começar a aplicar as regras que o professor lhe ensinou de modo equivocado e, a partir daí, Wittgenstein começa a lançar alguns questionamentos que estão tácitos nos aforismos que lidam com esse problema: como pode alguém aprender uma regra? Como é possível alguém seguir esta regra? Onde estão os padrões que mostram que alguém está aplicando corretamente esta regra? Será que estes padrões se encontram na mente do agente ou será que são padrões socialmente aprendidos? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como já visto, seguir as regras nas IF não é o mesmo que compreender as regras da lógica. Seguir as regras significa compreender os JL. As regras dos JL não são tão rígidas e monolíticas quanto poderíamos conceber no TLF. Neste há uma forte noção de acerto ou erro, associados a se fazemos asserções verdadeiras ou falsas acerca do mundo. Desse modo, a linguagem funciona de forma independente da vontade humana. Por isso, Wittgenstein afirma que “A totalidade das proposições verdadeiras é toda a ciência natural (ou a totalidade das ciências naturais)” (TLF: 4.11), ou seja, as proposições precisam ser verificadas empiricamente para que tenham algum sentido, é preciso saber se os fenômenos correspondem às afirmações proposicionais e às representações que fazemos deles. Wittgenstein chega a usar nas IF a imagem do funcionamento da máquina para atacar a concepção de linguagem contida no TLF (IF: 193 e 194), pois as máquinas trabalham de uma forma pré-estabelecida que determina um resultado. Se este resultado não é atingido, então sabemos que a máquina não está funcionando bem e trocamos as peças defeituosas para que ela volte a dar os resultados esperados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No TLF a correção da linguagem se dá por um aspecto externo: o uso da linguagem lógica. Já nas IF, a correção se dá pelas práticas que ordenam o uso de determinadas regras. No entanto, estas regras não são tão rígidas quanto as da Matemática. Elas são muito diversas e estão relacionadas a treinos, hábitos e costumes (IF: 198 e 199). “Uma regra se apresenta como um indicador de direção” (IF: 85); as práticas (treinos, hábitos e costumes) nos orientam no modo como devemos usar uma regra que depende de como as coisas estão arranjadas numa determinada situação e, também, de como se assimilou a linguagem para se responder à situação de tais e tais maneiras. Desse modo, não há nada de misterioso em seguir regras, “seguir regras é uma &lt;i&gt;práxis&lt;/i&gt;” (IF: 202), basta perceber como as coisas estão arranjadas na vida comum. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Propositadamente, é dado um caráter vago à noção de regras que está no espírito do que significa elucidação para Wittgenstein nas IF: “a elucidação é uma espécie de moldura aparente que nada contém” (IF: 217). Intuitivamente, penso que seguir regras não seja algo tão vago, mas certamente não possui uma clareza conceitual que muitos gostariam que tivesse. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um primeiro aspecto de seguir regras está relacionado a normas públicas que se fazem através de acordos. Não há, realmente, nada de misterioso neste aspecto, basta ativarmos nossos sensos práticos para entender o que Wittgenstein quer dizer. Já nascemos dentro de relações sociais que vão moldando as nossas decisões e os nossos espíritos. Pensar em como seria se essas contingências não tivessem acontecido é tentar imaginar um outro mundo que, talvez, não faça sentido para os nossos horizontes cognitivos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"  style="line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um segundo aspecto está relacionado ao que parece apontar para um naturalismo nas IF. Em 632, por exemplo, há uma clara alusão a processos fisiológicos que apontam para algo verdadeiro. Wittgenstein chama a este processo de “Um jogo de linguagem importante”. Não seria forçoso associar JL com seguir determinadas regras, pois em 224 Wittgenstein afirma que “A palavra conformidade e a palavra regra são aparentados”. A idéia de conformidade faz par com as idéias de consenso e de acordo, idéias estas que são importantes para entender o que seja um jogo. Desse modo, JL e seguir regras parecem evocar uma idéia naturalista da linguagem, ou seja, as nossas práticas de linguagem são encaminhadas e limitadas por uma natureza humana comum a todos nós. Isto é corroborado pelo aforismo 415 onde se lê: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“O que fornecemos são propriamente anotações sobre a história natural do homem; não são curiosidades, &lt;b&gt;mas sim constatações das quais ninguém duvidou, e que apenas deixam de ser notadas, porque estão continuamente perante nossos olhos”&lt;/b&gt;. (grifo meu)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Algo que deixa de ser notado, mas que continuamente está perante os olhos é algo trivial, algo que é demasiadamente comum dentro de nossas expectativas. Se fossemos equipados com outra estrutura cognitiva e vivêssemos em outro tipo de mundo, os acontecimentos que consideramos triviais não fossem mais considerados assim. Para um pássaro é trivial voar e ele, suponho eu, deve conformar muitos dos seus hábitos nesta capacidade. Se o homem pudesse voar como um pássaro, expressões do tipo “fui voando para o meu trabalho” teriam uma outra conotação no nosso universo lingüístico. As trivialidades que nem percebemos criam, desse modo, um parâmetro para o uso de regras e , por causa disso, “sigo a regra cegamente” (IF: 219). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 36pt; line-height: 150%;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este aspecto naturalista não se encontra no TLF, onde o homem é percebido como algo semelhante a uma máquina capaz de perceber os signos lógicos e aplicar a linguagem de forma pura e cristalina. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-5270269709298766394?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/5270269709298766394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/08/wittgenstein-e-o-tractatus-logico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/5270269709298766394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/5270269709298766394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/08/wittgenstein-e-o-tractatus-logico.html' title='Wittgenstein: o Tractatus Logico-Philosophicus (TLF) e as Investigações Filosóficas (IF)'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-7854393662640735387</id><published>2010-05-27T12:20:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T18:26:21.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meaning of  &quot;Meaning&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Putnam'/><title type='text'>TEXTO PARA A2: LETRAS "Estão os Signifcados na Cabeça?"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Estão os significados na cabeça? *&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARAUJO, P.R.F.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;* Este texto é baseado no clássico artigo de &lt;strong&gt;Hilary Putnam&lt;/strong&gt; intitulado “Meaning of “Meaning”. Esse artigo aparece pela primeira vez em Mind, Language and Reality. Philosophical Papers, vol. 2. Cambridge, Mass., Cambridge University Press, 1975. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O referido artigo foi traduzido/arrumado visando fins didáticos. Favor não reproduzir e esperar publicação para eventual citação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AVv90QfpKk/S6biTTMRR1I/AAAAAAAAIWg/5N_g_GAMMlw/s320/agua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 183px; float: left; height: 209px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AVv90QfpKk/S6biTTMRR1I/AAAAAAAAIWg/5N_g_GAMMlw/s320/agua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4AVv90QfpKk/S6biTTMRR1I/AAAAAAAAIWg/5N_g_GAMMlw/s320/agua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 170px; float: left; height: 209px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4AVv90QfpKk/S6biTTMRR1I/AAAAAAAAIWg/5N_g_GAMMlw/s320/agua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Será que nossas mentes determinam toda a realidade do mundo? Tentaremos mostrar que não. Para tanto, utilizaremos uma pequena estória de ficção científica. Para efeito dos seguintes exemplos de ficção científica, nós devemos supor que em algum lugar da galáxia há um planeta que nós chamaremos de Terra Gêmea. A Terra Gêmea é muito parecida com a Terra; inclusive, de fato, as pessoas da Terra Gêmea falam as línguas naturais que nós estamos acostumados. Ou seja, eles falam português, inglês, espanhol, francês etc. De fato, exceto em pouquíssimos aspectos, o leitor deve supor que a Terra Gêmea é exatamente como a Terra. Pode-se até supor que você possui uma cópia idêntica – um clone perfeito - na Terra Gêmea, se assim o desejar. Todavia, minha argumentação não depende disso.&lt;br /&gt;Embora algumas pessoas da Terra Gêmea (por assim dizer, aquelas que se chamam de “brasileiros”, de “americanos”, de “canadenses”, de “ingleses”, de “franceses” etc.) falem, por exemplo, português ou inglês, existem, não surpreendentemente, umas poucas diferenças sutis, a serem descritas, entre o português falado na Terra Gêmea e o português padrão. Essas diferenças dependem elas mesmas de algumas peculiaridades da Terra Gêmea.&lt;br /&gt;Uma dessas peculiaridades da Terra Gêmea é que o líquido chamado de “água” não é H2O, mas é um liquido diferente cuja fórmula química é muito longa e complicada. Eu, simplesmente, abreviarei essa fórmula química para XYZ. Considerarei que XYZ é indistinguível da água em condições normais de temperatura e pressão. Mais particularmente, o gosto de XYZ parece com o da água e mata a sede como a água. Também, considerarei que os oceanos, lagos e mares da Terra Gêmea contêm XYZ e não água, que chove XYZ na Terra Gêmea, que se utiliza XYZ para lavar os carros etc., etc. e etc...&lt;br /&gt;Caso, em algum momento, uma nave espacial terráquea visitasse a Terra Gêmea, a suposição seria, num primeiro momento, que “água” possui o mesmo significado na Terra e na Terra Gêmea. A suposição seria corrigida quando fosse descoberto que “água” na Terra Gêmea é XYZ. Desse modo, a nave espacial terráquea reportaria algo assim: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(1) Na Terra Gêmea, a palavra “água” significa XYZ. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Simetricamente, se, em algum momento, uma nave espacial da Terra Gêmea visitasse a Terra, então a suposição seria, num primeiro momento, que a palavra “água” tem o mesmo significado na Terra Gêmea e na Terra. Essa suposição seria corrigida quando se descobrisse que “água” na Terra é H2O. Desse modo, a espaçonave da Terra Gêmea reportaria algo assim:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(2) Na Terra , a palavra “água” significa H2O.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Note que não há problema com as características do termo “água”. Simplesmente, o termo tem dois significados diferentes: no sentido em que o significado é usado na Terra Gêmea, o sentido de ÁguaTG, o que nós chamamos de “água” simplesmente não é água; enquanto o sentido em que é usado na Terra, o sentido de ÁguaT, o que na Terra Gêmea é chamado de “água” simplesmente não é água. ÁguaT, como entendemos aqui, é o conjunto de todos os agregados consistindo de moléculas de H2O, ou algo assim; ÁguaTG é o conjunto de todos os agregados consistindo de moléculas de XYZ, ou algo assim.&lt;br /&gt;Agora, permita-nos voltar no tempo até 1750. Naquela época, a química não era desenvolvida nem na Terra e nem na Terra Gêmea. O terráqueo típico não sabia que a água consistia de hidrogênio e oxigênio; do mesmo modo, o habitante típico da Terra Gêmea não sabia que “água” consistia de XYZ. Aceite que Oscar1 seja esse tal terráqueo típico; aceite, também, que Oscar2 seja a contra-parte de Oscar1 na Terra Gêmea. Você pode supor que não há nenhuma crença que Oscar1 tenha sobre água que Oscar2 não tenha sobre “água”. Se você preferir, você pode mesmo supor que Oscar1 e Oscar2 sejam duplicatas exatas em aparência, sentimentos, pensamentos, identidade interior, etc.&lt;br /&gt;Ainda mais, você pode supor que o significado de “água” fosse um tanto igual à H20 na Terra, tanto em 1750 quanto em 1950; e o significado do termo “água” fosse um tanto igual à XYZ na Terra Gêmea, tanto em 1750 quanto em 1950. Oscar1 e Oscar2 entendiam o termo “água” diferentemente em 1750, a despeito deles estarem no mesmo estado psicológico. Embora a Química em 1750, tanto na Terra quanto na Terra Gêmea, não soubesse a composição do termo “água”, os significados eram diferentes. Assim, o significado do termo “água” não é a mesma coisa que o estado psicológico do falante quando ele vê água a sua frente.&lt;br /&gt;Porém, pode-se objetar: por que deveríamos aceitar que o termo “água” tem o mesmo significado em 1750 e em 1950 (na Terra e na Terra Gêmea)? Essa pergunta é complicada; usarei um exemplo para tentar respondê-la.&lt;br /&gt;Suponha que eu aponte para uma garrafa de água e diga “este líquido é chamado de água”. Minha “definição ostensiva” de água tem a seguinte pressuposição empírica: uma certa massa de líquido, que eu estou apontando, sustenta uma certa relação de semelhança para a maior parte das coisas que eu e os outros falantes, na minha comunidade lingüística, temos chamado de “água” em diversas ocasiões. Mas essa pressuposição pode ser falsa porque, pode acontecer, d’eu estar apontando para uma garrafa de álcool e não para uma de água; nesse caso, eu não pretendo que a minha definição ostensiva seja aceita. Desse modo, a definição ostensiva carrega o que pode ser chamado de uma condição necessária e suficiente de “mesmidade” (nesse caso, aponto para um líquido que acredito ser o mesmo que água): a condição necessária e suficiente para ser água é sustentar a relação de “mesmidade” com relação à coisa na garrafa; mas essa é uma condição necessária e suficiente somente se a pressuposição empírica for satisfeita. Se ela não for satisfeita, deveremos, então, retroceder nossas análises fazendo uma revisão geral.&lt;br /&gt;O ponto chave é que a relação de “mesmidade” é uma relação teórico-científica: se algo é ou não é o mesmo líquido como este, isso pode envolver uma quantidade indeterminada de investigação científica a definir. Além disso, mesmo se uma resposta definitiva tenha sido obtida ou por meio de investigação científica, ou por meio da aplicação de algum teste de senso comum, a resposta pode ser anulável: investigações futuras poderiam contrariar o exemplo mais confiável. Assim, o fato de que alguém em 1750 pudesse ter chamado XYZ de “água”, enquanto ele ou seus sucessores poderiam não ter chamado XYZ de água em 1800 ou em 1850, não significa que o significado de “água” mudou para o falante médio nesse intervalo de tempo. Em 1750, em 1850 ou em 1950 poder-se-ia ter apontado para, por exemplo, o líquido do Oceano Atlântico como um exemplo de “água”. O que mudou foi que, em 1750, nós poderíamos, erroneamente, ter pensado que XYZ sustentava as relações de “mesmidade” para com o líquido no Oceano Atlântico, enquanto em 1800, ou em 1850, nós poderíamos ter o conhecimento de que isso é falso.&lt;br /&gt;Antes de terminar, permita-me introduzir um exemplo que não seja de ficção-científica. Suponha que você seja como eu e não consiga distinguir um coelho de uma lebre. Ainda assim, podemos afirmar que o que entendo por coelho no idioma português é o mesmo que se entende por “coelho” em qualquer outro idioma. No meu caso, o conjunto de todos os coelhos e de todas as lebres têm o mesmo significado. Mas sabemos que coelho e lebre são dois tipos de animais. Assim, faz sentido pensar que essa diferença aconteça somente porquê os conceitos são diferentes? Ou é o mundo que sustenta a diferença de conceitos?&lt;br /&gt;Minha concepção – e muito provavelmente a do leitor deste artigo - de coelho é exatamente a mesma da de lebre (envergonho-me em confessar). Se alguém heroicamente tentar sustentar que a diferença entre coelho e lebre seja explicada por uma diferença no meu estado psicológico ou mental, então nós poderemos sempre refutá-lo construindo um exemplo de Terra Gêmea.&lt;br /&gt;Mais ainda, posso supor que eu tenha um clone idêntico na Terra Gêmea que seja molécula à molécula “idêntico” a mim (no sentido em que duas gravatas podem ser idênticas). Ainda mais, podemos supor que o meu clone pense os mesmos pensamentos verbalizados que eu penso, tenha os mesmos dados dos sentidos, as mesmas disposições, etc. É absurdo pensar que o seu estado psicológico seja um pouco diferente do meu: contudo, ele pode querer dizer lebre quando ele diz coelho e eu posso querer dizer coelho quando eu digo coelho.&lt;br /&gt;Podemos supor, depois disso tudo, que é difícil sustentar que os significados estejam exclusivamente na cabeça!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-7854393662640735387?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/7854393662640735387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/05/texto-para-a2-letras-estao-os.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/7854393662640735387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/7854393662640735387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/05/texto-para-a2-letras-estao-os.html' title='TEXTO PARA A2: LETRAS &quot;Estão os Signifcados na Cabeça?&quot;'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4AVv90QfpKk/S6biTTMRR1I/AAAAAAAAIWg/5N_g_GAMMlw/s72-c/agua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-4266782452004839995</id><published>2010-05-27T12:04:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T12:19:19.921-07:00</updated><title type='text'>TEXTO PARA A2: ADMINISTRAÇÃO "A Ética Empresarial"</title><content type='html'>&lt;a href="http://settlement-expert.org/wp-content/uploads/2010/02/Structured-Settlement-Purchase.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://settlement-expert.org/wp-content/uploads/2010/02/Structured-Settlement-Purchase.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;LINK PARA O TEXTO:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://criticanarede.com/html/fil_eticaempresarial.html"&gt;A ÉTICA EMPRESARIAL&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-4266782452004839995?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/4266782452004839995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/05/textos-para-a2-administracao-etica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/4266782452004839995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/4266782452004839995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/05/textos-para-a2-administracao-etica.html' title='TEXTO PARA A2: ADMINISTRAÇÃO &quot;A Ética Empresarial&quot;'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-3386895278049067502</id><published>2010-05-05T16:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T09:46:41.543-07:00</updated><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): FILOSOFIA MODERNA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;FILOSOFIA MODERNA: LINKS PARA VÍDEOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um certo consenso de que a FILOSOFIA MODERNA começa, de fato, no século XVII, mais especificamente com a filosofia de RENÉ DESCARTES (1596-1650). Mais controverso é estabelecer o fim da modernidade. Costuma-se demarcar o fim da modernidade com o fim do século XIX, mais especificamente com a filosofia de FRIEDRICH NIETZSCHE (1844-1900). Desse modo, consideraremos que a Filosofia Moderna começa no século XVII e termina no século XIX. Importante ressaltar que a "periodização" da Filosofia em três períodos (Filosofia Antiga, Filosofia Medieval e Filosofia Moderna) foi estabelecida por GEORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL (1770-1831). Essa periodização é didaticamente útil como um primeiro ponto de apoio.&lt;br /&gt;Outro ponto de apoio importante para entender a Filosofia Moderna é perceber os acontecimentos históricos que estruturaram a modernidade. Destacaremos três acontecimentos que serviram de pano de fundo para o pensamento moderno: o HUMANISMO RENASCENTISTA, a REFORMA PROTESTANTE e a REVOLUÇÃO CIENTÍFICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - RACIONALISMO versus EMPIRISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirmado, RENÉ DESCARTES é considerado o primeiro filósofo tipicamente moderno. Podemos entender parte de sua filosofia como sendo uma resposta ao CETICISMO. Não obstante, DESCARTES é considerado, por vezes, um grande cético.&lt;br /&gt;Uma das preocupações da filosofia cartesiana é justamente estabelecer uma ponte entre a mente e o mundo, ou seja, entre algo que sou "eu" e algo que não sou "eu", ou ainda, a tentativa é estabelecer uma ponte entre o mundo subjetivo e o mundo objetivo. Para tanto, Descartes recorrerá ao que ele chama de MÉTODO. Esse método visa criar um caminho para o conhecimento verdadeiro.&lt;br /&gt;A partir do ARGUMENTO DO COGITO, pode-se afirmar que os sentidos estruturam parte do nosso conhecimento do mundo externo, mas nossos sentidos não são guias confiáveis para afirmar que o mundo estruturado pelos nossos sentidos é de fato o mundo verdadeiro. Os sentidos (audição, olfato, paladar, tato, visão) costumam nos enganar. Não só isso, nossos sentidos podem ser considerados pífios quando se pensa na realidade complexa do mundo exterior. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exemplificar isso, prestemos atenção na explicação que Morpheus oferece a Neo acerca do que seja a realidade. Essa explicação se encontra no filme MATRIX. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://dominiomarinho.files.wordpress.com/2009/07/morpheus-red-or-blue-pill-the-matrix-1957140-500-5682.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 285px; float: left; height: 330px;" alt="" src="http://dominiomarinho.files.wordpress.com/2009/07/morpheus-red-or-blue-pill-the-matrix-1957140-500-5682.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Kowrcja_1lg"&gt;• PROFESSOR M&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Kowrcja_1lg"&gt;ORPHEUS: O QUE É A REALIDADE?&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;----&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Descartes é um dos principais representantes do racionalismo na modernidade. Resumidamente, podemos considerar que a epistemologia cartesiana - ou teoria do conhecimento cartesiana - é fortemente baseada em evidências consideradas apriorísticas. Exemplificando, para criar uma ponte confiável entre mente e mundo, o filósofo francês necessita não só do "eu" que pensa, ele necessita de Deus. Nesse momento, Descartes se apropria do Argumento Ontológico de Santo Anselmo [ver, neste Blog, o ARGUMENTO ONTOLÓGICO na postagem "INTRODUÇÃO À FILOSOFIA: FILOSOFIA MEDIEVAL"] para mostrar a existência de Deus. Como sabemos, o Argumento Ontológico é supostamente um argumento a priori, no sentido de não necessitar do mundo externo para a sua comprovação.&lt;br /&gt;O racionalismo cartesiano foi duramente criticado pelos empiristas. O EMPIRISMO é a teoria do conhecimento - ou epistemologia - que defende que a experiência deve guiar o conhecimento. Experiência, aqui, pode ser entendida no sentido mais comum; é a experiência relacionada aos nossos sentidos: audição, gustação, olfato, paladar e tato. Ou seja, o conhecimento passa pelos sentidos. Assim, a Filosofia Moderna pode ser entendida como um embate entre RACIONALISMO VERSUS EMPIRISMO.&lt;br /&gt;A escola empirista fou muito influente na Inglaterra. Dois dos seus maiores representantes foram JOHN LOCKE (1632-1704) e DAVID HUME (1711-1776). Para LOCKE, não existem ideias soltas. Por ideias soltas, entenda-se ideias inatas as quais prescindem da experiência. Toda ideia, para os empiristas, vem do mundo sensível. Nesse sentido, a mente é como uma "tabula rasa", ou uma folha em branco, que vai sendo preenchida pela experiência. Todavia, a mente possui uma estrutura capaz de trabalhar esses dados dos sentidos por meio da reflexão. De certo modo, o manuseio desses dados é semelhante ao método cartesiano, visto anteriormente.&lt;br /&gt;Locke discorda veementemente do "eu" do conhecimento cartesiano. Para o filósofo inglês, o sujeito que pensa não é a "medida de todo o conhecimento". Ou seja, existem qualidades no mundo que independem da percepção subjetiva. Por conta disso, Locke divide as qualidades em primárias e secundárias.&lt;br /&gt;As QUALIDADES PRIMÁRIAS são qualidades objetivas, no sentido de serem qualidades inerentes ao objeto. Exemplos desse tipo de qualidade: forma, extensão e volume. Assim, o tamanho do planeta Terra aponta para uma medida objetiva, essa independe da estrutura sensória do sujeito.&lt;br /&gt;As QUALIDADES SECUNDÁRIAS são qualidades subjetivas, no sentido de serem qualidades inerentes a um sujeito específico. Exemplos desse tipo de qualidade: cor (visão), odor (olfato), textura (tato) e sabor (gustação). Assim, se o gosto do alho é bom ou ruim, isso depende da percepção gustativa - gosto - de quem prova. As Qualidades Secundárias dependem da relação sujeito e objeto.&lt;br /&gt;DAVID HUME, outro importante representante do empirismo, também acha que as ideias nascem da experiência sensível. Analisaremos três maneiras de como Hume ataca o racionalismo cartesiano. O filósofo escocês ataca Descartes mais diretamente com relação ao "eu" cartesiano, que chamaremos de a Teoria da Identidade Pessoal Cartesiana. A outra crítica diz respeito às ideias complexas que pode ser considerada uma crítica a apriorismos (ideias a priori) que rementem ao Argumento Ontológico. Vimos que Descartes também se utiliza do Argumento Ontológico para "salvar" a realidade externa. Por fim, Hume ataca a ideia de causalidade - causa e efeito - tão importante na compreensão do mundo. Mais acuradamente, o "eu" cartesiano não passa de um feixe de percepções em que as percepções sensíveis mudam constantemente. Assim, não existe um "eu" puro ou um pensamento puro.&lt;br /&gt;Com relação às ideias complexas - como a ideia contida no Argumento Ontológico de Santo Anselmo de que "Deus é aquele do qual nada maior pode ser pensado" -, Hume achava que essas eram derivações de ideias simples, apreensíveis por meio de experiências simplórias. Por exemplo, a ideia de infinito advém da ideia de unidade, a qual origina quantidades, as quais, por sua vez, quando maximizadas, originaram a ideia do infinito.&lt;br /&gt;Por fim, a causalidade, para HUME, não está no mundo. A causalidade é apenas um hábito mental que só psicologicamente estrutura o mundo. Assim, afirmar que "o sol nascerá amanhã" é uma sentença baseada num hábito, num costume de se perceber isso preteritamente. Ou, na melhor das hipóteses, essa afirmação pode ser considerada, no máximo, como altamente provável, mas não pode ser considerada de fato um conhecimento verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;LINKS PARA ANIMATRIX &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;a href="http://smellycat.com.br/wp-content/uploads/2009/05/anisre2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 202px; float: left; height: 151px;" alt="" src="http://smellycat.com.br/wp-content/uploads/2009/05/anisre2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442200"&gt;O SEGUND&lt;/a&gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442200"&gt;O RENASCER - P&lt;/a&gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442200"&gt;ARTE I&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;__________________&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;a href="http://www.universohq.com/cinema/images/anime_gallery_sec_ren_2hl.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 332px; float: left; height: 155px;" alt="" src="http://www.universohq.com/cinema/images/anime_gallery_sec_ren_2hl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;-----------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;-----------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442234"&gt;O SEGUNDO RENASCER - PARTE II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;-----&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;I - CONTRATUALISMO MODERNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro importante aspecto da Filosofia Moderna foi o pensamento político. O pensamento político moderno tende a aceitar o individualismo, a livre iniciativa e a liberdade individual. Assim, o homem será considerado o elemento estruturador da Filosofia Política. Para tanto, se recorrerá à ideia duma natureza humana que possui elementos considerados instintivos e elementos, digamos, sociais.&lt;br /&gt;Por que o homem vive em sociedade? Essa pergunta norteará parte dos trabalhos dos três contratualistas que veremos a seguir. THOMAS HOBBES (1588-1679), JOHN LOCKE (1632-1704) e JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778) são considerados os três contratualistas clássicos.&lt;br /&gt;A principal obra política de THOMAS HOBBES é "O LEVIATÃ", escrita em 1651. Nessa obra, Hobbes estrutura boa parte do seu contratualismo no individualismo e no egoísmo humanos.&lt;br /&gt;O individualismo, em termos gerais, aponta para, pelo menos, três elementos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) os interesses individuais estão acima dos interesses sociais&lt;br /&gt;2) existem direitos individuais&lt;br /&gt;3) a liberdade humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Hobbes, a natureza humana é essencialmente egoísta e com fortes inclinações para a maldade. Essa natureza belicosa impede que os homens confiem um nos outros, criando um clima de instabilidade e isegurança, porque o "homem é o lobo do homem". No Estado de Natureza - situação hipotética que imagina a pré-formação do Estado -, tal como imaginado pelo filósofo inglês, não há leis e um soberano que demande ordem. Nessa situação, os homens vivem de acordo com suas próprias inclinações ou paixões; todavia, os interesses humanos constantemente entram em conflito. Como não há leis no Estado de Natureza, a tendência das pessoas e dos grupos que querem a todo custo realizar os seus desejos é partir para a guerra. Uma "guerra de todos contra todos". Assim, para Hobbes, o Estado de Natureza é igual ao Estado de Guerra.&lt;br /&gt;Psicologicamente, a guerra é insuportável para a maioria das pessoas por causa da eminência da morte violenta. Supõe-se, aqui, que todos queiram, instintivamente, preservar a qualquer custo a própria vida. Desse modo, o indivíduo busca evitar que ele próprio e seus amados morram violentamente. Sendo assim, faz-se necessário sair do Estado de Natureza. Para tanto, será necessário um contrato ou um pacto social. Nesse, se estabelecerão leis e normas para impedir a violência sem limites. Nesse novo arranjo, o assassinato será legalmente punido e isso, supõe-se, inibirá a matança generalizada.&lt;br /&gt;O contrato hobbesiano estabelece que se ganhe a cidadania abrindo-se mão de uma liberdade sem limites. O cidadão perde essa liberdade, mas ganha mais segurança. Assim, o cidadão deve procurar a paz e, também, deve defender-se. A manutenção dessa paz é feita por um soberano absoluto, ou seja, um soberano possuidor não só de amplos poderes políticos, ele também tem o poder de intervir na vida dos seus súditos.&lt;br /&gt;Outro contratualista, o inglês JOHN LOCKE discordará em muitos aspectos do pensamento de Hobbes. A principal obra de LOCKE se chama "DOIS TRATADOS SOBRE O GOVERNO", escrita em 1690. Nessa obra, Locke estruturou, entre outros, o que ficou conhecido como o pensamento liberal clássico. Também, nessa obra foi defendida a secularização do poder e se criticou o direito divino dos reis.&lt;br /&gt;Locke não acreditava que o homem fosse necessariamente mal. Também, para Locke o Estado de Natureza não é necessariamente igual ao Estado de Guerra, como pensava Hobbes. O grande problema do Estado de Natureza é que ele pode se transformar num Estado de Guerra por causa da vingança desproporcional. Assim, o Estado de Natureza pode se tornar contrário às duas leis naturais formuladas por Locke: não destruir a si próprio e não causar dano a outros. A partir desse jusnaturalismo, ou dessas leis naturais, é articulado o contrato social. O contrato visa proteger os bens humanos que, na concepção lockeana, são a vida, a liberdade e a propriedade.&lt;br /&gt;Enfim, para Locke a sociedade civil deve ser um aperfeiçoamento do Estado de Natureza, no sentido de preservar os direitos naturais. Para tanto, o contrato deve assegurar a defesa dos bens humanos.&lt;br /&gt;Por fim, para o filósofo suiço JEAN-JACQUES ROUSSEAU o homem é naturalmente bom; ou seja, a natureza humana é essencialmente boa. O que corrompe o homem é a desigualdade encontrada na sociedade. Desse modo, o Estado de Natureza não é uma "guerra de todos contra todos", pelo contrário, nesse estado o homem vive feliz e perfeitamente integrado à natureza. A sociedade civil tanto é melhor quanto mais ela conseguir preservar a liberdade encontrada no Estado de Natureza. Para ROUSSEAU, o contrato social visa submeter todos à Vontade Geral que conduzirá ao bem comum.&lt;br /&gt;Podemos perceber que HOBBES E ROUSSEAU possuem algumas ideias antagônicas acerca da natureza humana. Mais, enquanto Hobbes é um absolutista, Rousseau é um ferrenho defensor da democracia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;0 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;III - OS ALEMÃES E A CRÍTICA À TRADIÇÃO FILOSÓFICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da modernidade, alguns filósofos não só fizeram críticas ao modo de como se fazia filosofia, mas também ao papel da filosofia. Pegaremos três filósofos emblemáticos, todos alemães, para exemplificar essas críticas: IMMANUEL KANT (1724-1804), KARL MARX (1818-1883) e FRIEDRICH NIETZSCHE (1844-1900). Importante ressaltar que o pensamento desses três filósofos influenciará grandemente o século XX e esse início de século XXI. Basta lembrar que o marxismo influenciou a REVOLUÇÃO RUSSA e seus desdobramentos; ainda hoje, a REVOLUÇÃO RUSSA inspira muitos projetos políticos e sociais. Os escritos de NIETZSCHE inspiraram o EXISTENCIALISMO. Já a ética kantiana é fortemente aceita e discutida nos dias atuais.&lt;br /&gt;A ética kantiana é encontrada em obras como "FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES" de 1785. Para Kant, a Filosofia Moral está no domínio da razão prática, caracterizada pelo uso da liberdade. Ou seja, a moralidade só é possível porque somos livres. Todavia, essa liberdade é racional e universal; universal no sentido de valer para todos os seres racionais. A racionalidade exige certos deveres que funcionam como regras da razão prática. Essas regras são Imperativos - ou mandamentos da razão - , divididos em IMPERATIVOS CATEGÓRICOS e IMPERATIVOS HIPOTÉTICOS. Enquanto o Imperativo Categórico (IC) ordena uma lei moral que vale para todos, o Imperativo Hipotético (IH) encaminha uma ação possível para determinada finalidade; melhor, enquanto o Imperativo Categórico é uma lei objetiva advinda da razão prática, o Imperativo Hipotético é algo subjetivo, mais ligado aos interesses do agente. Exemplo: O IC ordena que sempre falemos a verdade, mesmo que isso acarrete em algo ruim para o agente; já o IH pode apontar para a mentira, principalmente quando falar uma mentira pode implicar em benefícios para o agente.&lt;br /&gt;Nota-se que a ética kantiana - também conhecida por ética deontológica - faz uma separação entre moralidade e as inclinações do agente. Essas inclinações ou desejos são fortemente influenciadas pela busca do prazer. Essa busca pelo prazer está fortemente relacionada com as várias noções de felicidade existentes. Desse modo, Kant faz uma separação entre moralidade e felicidade. Ou seja, ser moral não implica em ser feliz e vice-versa.&lt;br /&gt;KARL MARX, outro filósofo alemão, criticará a tradição filosófica por um viés, digamos, político. Para ele: "Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo". Essa citação, encontrada na obra "XI Tese sobre Feuerbach", pode ser compreendida como uma crítica que os filósofos modernos deram para questões epistêmicas e metafísicas. Podemos entender que Marx ressaltará o papel político da atividade filosófica.&lt;br /&gt;Entre as obras de Marx estão o MANIFESTO COMUNISTA, A IDEOLOGIA ALEMÃ e a obra O CAPITAL. Nessas obras, encontramos críticas a um tipo de filosofia chamada de idealista. Marx critica esse tipo de filosofia por considerar que o idealismo não leva a sério as bases materiais. Por bases materiais, entenda-se os modos de produção econômico como o primitivo, o escravista, o feudal, o capitalista etc.&lt;br /&gt;Outros importante aspecto da filosofia marxista é a noção de IDEOLOGIA. Segundo Marx, as classes dominantes criam uma ideologia - ou falsa realidade - para justamente dominar as classes mais baixas ou menos favorecidas. O desmascaramento ideológico se faz por meio do pensamento crítico. Desse modo, o papel da Filosofia, entendida aqui como Filosofia Crítica, é desmascarar a ideologia. Esse desmascaramento é importante porque propiciará a revolução. Nessa revolução, a classe mais baixa - o proletariado - tomará consciência da sua situação se lançando numa LUTA DE CLASSES, visando se apropriar dos meios de produção. Resumidamente, a liberdade política só é alcançável por cidadãos não alienados de sua condição desfavorável; esse apercebimento levará à luta de classes que culminará com a REVOLUÇÃO.&lt;br /&gt;Por fim, FRIEDRICH NIETZSCHE identificou na tradição filosófica moderna dois elementos vindos da cultura grega. Para ele, os espíritos dos deuses APOLO e DIONISO nortearam a filosofia. Para NIETZSCHE, APOLO representa, entre outros, o equilíbrio, a ordem, a razão; já DIONISO representa, entre outros, a emoção, a embriaguez, a música. A partir dessas caracterizações, Nietzsche entendeu que a Filosofia Moderna representa a vitória do espírito apolíneo sobre o dionisíaco. Todavia, essa vitória não é bem vista porque o espírito apolíneo destrói a criatividade humana. A derrota de Dioniso é a derrota do voluntarismo humano, é a derrota da vida.&lt;br /&gt;Assim, a crítica nietzscheana à Filosofia Moderna está relacionada com a supressão do caráter, digamos, mais intuitivo, criativo e contestador do fazer filosófico. Nietzsche identifica na tradição grega um culpado para a derrota do espírito dionisíaco: Sócrates. O mestre de Platão privilegiou demasiadamente a razão, afastando qualquer traço de espontaneidade criativa do fazer filosófico e, com isso, a filosofia socrática e seus adeptos se afastaram da natureza.&lt;br /&gt;Resumidamente, podemos apreender que o pensamento de Nietzsche é fortemente vitalisata, ou seja, a vida é o mais importante. Com isso, ele entende que a moralidade apenas limita a vida. A moral nada mais é do que um instrumento usado pelos fracos - os negadores da vida - para dominar os mais fortes - ou aqueles que afirmam a vida. Melhor, vidas decadentes se utilizam da moral para combater covardemente vidas ascendentes. Como exemplo de vida decadente, Nietzsche cita o modo de vida cristão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-3386895278049067502?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/3386895278049067502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/05/introducao-filosofia-c2-filosofia.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/3386895278049067502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/3386895278049067502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/05/introducao-filosofia-c2-filosofia.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): FILOSOFIA MODERNA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-5082468488392525605</id><published>2010-04-12T05:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T18:24:34.999-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Medieval'/><title type='text'>FILOSOFIA MEDIEVAL OU FILOSOFIA CRISTÃ</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;FILOSOFIA MEDIEVAL OU FILOSOFIA CRISTÃ&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Parece existir certa controversia na demarcação da Filosofia Medieval, pelo menos quanto ao seu início. José Silveira da Costa, professor da UFRJ, propõe que a Filosofia Medieval se inicia no século I depois de Cristo. Nessa postagem, utilizaremos essa sugestão. Assim, podemos considerar que a Filosofia Medieval se inicia no século I e vai até o século XIV depois de Cristo. Também, podemos afirmar que a Filosofia Medieval teve forte influência do cristianismo, do platonismo e do aristotelismo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;A Filosofia Cristã se divide em dois momentos: a Patrística e a Escolástica. A Patrística se estende dos séculos I até o V; enquanto a Escolástica se estende dos séculos X até o XIV. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Um dos principais interesses filosóficos dessa época é o conflito entre FÉ e RAZÃO. Todos os pensadores dessa época podem ser considerados cristãos, mas alguns deles lidaram com questões filosóficas que iam de encontro a alguns dogmas do cristianismo. Do mesmo modo, algumas verdades da fé criaram alguns problemas para quem tentou unir fé e razão. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Assim, o conflito entre e fé e razão, ou entre Teologia e Filosofia promoveu interessantes análises e debates. Afinal, a fé é superior a razão? A razão é superior a fé? Ou as duas possuem o mesmo nível de importância? Obviamente, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-5082468488392525605?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/5082468488392525605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/04/filosofia-medieval-ou-filosofia-crista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/5082468488392525605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/5082468488392525605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/04/filosofia-medieval-ou-filosofia-crista.html' title='FILOSOFIA MEDIEVAL OU FILOSOFIA CRISTÃ'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-85154854044309359</id><published>2010-04-10T19:51:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T08:42:59.073-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metafísica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Antiga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aristóteles'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): A METAFÍSICA DE ARISTÓTELES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;UM BREVE COMENTÁRIO À METAFÍSICA DE ARISTÓTELES: LIVRO "ALFA", CAPÍTULOS I E II&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;----&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;--------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;O objetivo desta postagem é fazer um brevíssimo comentário dos dois primeiros capítulos da obra "Metafísica" de Aristóteles. Também, a tentativa é fazer uma análise superficial, mas correta, dessa obra, visando criar um texto acessível para pessoas que, por uma razão ou outra, se interessaram pelo pensamento aristotélico. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;A "Metafísica" é uma das obras mais importantes do pensamento ocidental. Até hoje, essa obra possui pontos que ainda servem de base para certos debates filosóficos. Mas é bom alertar que essa obra possui algumas passagens muito difíceis e, até mesmo, obscuras. Felizmente, nosso intuito é analisar os capítulos I e II que não exigem maiores malabarismos filosóficos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;CAPÍTULO I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:180%;"  &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Aristóteles começa a sua obra com a seguinte afirmação: "Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer (...)". O Capítulo I da "Metafísica" é uma tentativa de explicar essa frase; mais, é uma tentativa de estruturar o que seja o conhecimento. Desse modo, o Capítulo I caminha pela epistemologia, ou teoria do conhecimento, aristotélica. Diferente de Platão, Aristóteles aceita que o conhecimento começa na sensação. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;Como visto, para Platão, na "A Alegoria da Caverna", o conhecimento sensível é falso ou ilusório, somente a alma racional é capaz de alcançar o verdadeiro conhecimento que não é capturável pelos nossos sentidos. Essa tese é combatida por Aristóteles que valorizará a experiência sensível como sendo o ponto de partida para formas de conhecimento mais complexas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;A partir do texto "A Metafísica", podemos afirmar que o conhecimento passa por 5 etapas, num crescente de complexidade:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;___________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;1) SENSAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;2) MEMÓRIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;3) EXPERIÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;4) ARTE OU TÉCNICA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;5) TEORIA OU CIÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Assim, a Sensação seria o tipo de conhecimento mais simples, enquanto a Teoria seria o tipo de conhecimento mais complexo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;A Sensação está ligada aos nossos 5 sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão). Nossos sentidos propiciam o aparecimento d'algum tipo de sensação. Por exemplo, a dor decorrente de se colocar a mão no fogo nos avisa que o fogo é perigoso para a constituição física humana.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;A Memória é um passa além da Sensação. Podemos entender que a memória é a capacidade de agarrar alguma sensação passada. Por exemplo, a memória tenta "agarrar" a sensação da dor no momento que alguém percebe uma fogueira perigosamente próxima. Assim, a memória tem o poder de alertar sobre uma situação que pode gerar efeitos desagradáveis. Importante ressaltar que, para Aristóteles, alguns animais não racionais possuem memória, como, por exemplo, as abelhas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;A Experiência pode ser entendida como a capacidade humana de aprender com a memória, criando relações desta com os dados sensoriais. Assim, a memória nos avisa que fogo é algo perigoso, mas a Experiência nos mostra maneiras de lidar com uma fogueira perigosamente próxima. Por exemplo, pode-se jogar água ou areia no fogo, pode-se cobri-lo com algum material grosso, pode-se, com algum risco, tentar atravessá-lo, ou, na pior das hipóteses, pode-se cometer suicídio porque há nada que se possa fazer para tentar salvar a própria vida. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;O conhecimento ligado à Arte possui duas características que podem se encontrar juntas ou separadas. Assim, a Arte, ou Técnica, pode ser divida em Conhecimento Prático e Conhecimento Técnico. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;O Conhecimento Prático está relacionado com a prática; ou seja, alguém que sabe fazer algo de tanto praticar. Podemos considerar que o Conhecimento Prático é um conhecimento mais intuitivo. Por exemplo, é plausível pensar numa doceira, chamada Dona Maria, que faz saborosos doces munida apenas de sua intuição; ela se utiliza apenas da sua experiência e dos seus sentidos para fazer os seus doces, os quais são disputados a peso de ouro por uma grande freguesia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;O Conhecimento Técnico está relacionado com regras, leis e capacidade de passar objetivamente certo conhecimento. Podemos considerar que o Conhecimento Técnico é um conhecimento mais objetivo. Por exemplo, é plausível pensar numa doceira, chamada Chef Marie, que estudou nas melhores escolas de gastronomia da Europa, mas não faz doces tão gostosos quanto os da Dona Maria. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Obviamente, a Arte/Técnica se mostra com mais força quando se comunga Conhecimento Prático + Conhecimento Técnico. Todavia, para Aristóteles, nem sempre esses dois caminham juntos. Importante ressaltar que nesse nível de conhecimento o indivíduo é capaz de fazer generalizações. Além disso, o conhecimento ligado à Arte / Técnica é prático, no sentido de exigir uma finalidade; assim, a finalidade da Dona Maria pode ser ganhar dinheiro, enquanto da Chef Marie pode ser ganhar fama. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Por fim, a Teoria / Ciência é o conhecimento do "Real". Nesse nível de conhecimento se é capaz de lidar com conceitos e princípios abstratos. Com todas as ressalvas já levantadas nessa postagem, podemos entender que esse conhecimento se assemelha ao conhecimento verdadeiro presente na "A Alegoria da Caverna" de Platão. De certo modo, aquele que possui o conhecimento teórico ou científico é capaz de contemplar a Ideia do Bem, como no caso do prisioneiro liberto da alegoria que conhece o Sol e a verdadeira realidade. Importante ressaltar que, para Aristóteles, o conhecimento teórico ou científico não possui uma finalidade prática. É um conhecimento pelo conhecimento, ou "a busca do saber pelo saber". Nesse sentido, Aristóteles acreditava que o Conhecimento Teórico não pode estar "amarrado" a interesses mais imediatos, porque aí se perde, digamos, a liberdade filosófica.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;CAPÍTULO II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;No capítulo II da "Metafísica", Aristóteles trata do papel do filósofo. Para o estagirita, uma preocupação filosófica central é tentar conhecer as causas primeiras, ou melhor, as causas mais fundamentais que originam todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante conhecer as causas primeiras porque, entre outros, essa pesquisa fornece as leis da realidade. A realidade última, ou mais fundamental, possui leis universais apreensíveis pelo conhecimento teórico. Por causa disso, Aristóteles considera que o Conhecimento Teórico ou Científico é superior ao Conhecimento Prático. Essas leis universais são verdadeiras e valem universalmente; por isso, essas leis fornecem as características de algo particular. Por exemplo, a Lei da Gravidade descoberta por Sir Isaac Newton pretende ser universal, ou seja, vale para qualquer objeto pesado existente no universo. Assim, não é necessário arremessar todas as pedras existentes para concluir que elas cairão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);font-family:times new roman;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nesse sentido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a busca pelas causas primeiras é uma busca pela verdade, a qual só é alcançada se se pergunta pelo "por que" dos fenômenos, respondendo o "porquê" desses fenômenos. Essa busca pelos "porquês" causa admiração. Por isso, para Aristóteles, a Filosofia começa com um espanto que instiga a investigação. Aqui, Aristóteles se aproxima, mais uma vez, da Filosofia platônica. Vale lembrar que o prisioneiro liberto da "A Alegoria da Caverna" é movido pela curiosidade que proporciona admiração e espanto ao longo da subida rumo à saída da caverna.&lt;br /&gt;A busca das leis universais que estruturam a realidade, ou a busca pelas causas primeiras é o objeto da ciência filosófica. O conhecimeto teórico, como já colocado, não procura uma utilidade prática, porque a realidade última não se conforma aos nossos interesses práticos; a realidade última é soberana e absoluta.&lt;br /&gt;Finalizando, a busca pelas causas primeiras é a principal atividade filosófica. Podemos inferir pelo texto aristotélico, que essa atividade é uma combinação de Metafísica e Epistemologia. Também, essa atividade exige um alto grau de exercício racional. Para Aristóteles, nesse exercício se encontra a maior felicidade humana que é justamente filosofar. Na metafísica aristotélica, Filosofia é uma atividade divina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-85154854044309359?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/85154854044309359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/04/introducao-filosofia-c2-metafisica-de.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/85154854044309359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/85154854044309359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/04/introducao-filosofia-c2-metafisica-de.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): A METAFÍSICA DE ARISTÓTELES'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-6840842379682998277</id><published>2010-04-08T15:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T06:51:16.105-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Platão - A Alegoria da Caverna (C1)'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): PLATÃO E A ALEGORIA DA CAVERNA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;PLATÃO E A ALEGORIA DA CAVERNA: METAFÍSICA, EPISTEMOLOGIA E FILOSOFIA POLÍTICA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'times new roman';"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A "A ALEGORIA DA CAVERNA" de PLATÃO (428 a.C. - 347 a.C) se encontra no Livro VII da obra "A REPÚBLICA". Nessa livro, Platão cria um vívido retrato de três importantes elementos da sua Filosofia: a METAFÍSICA, a EPISTEMOLOGIA e a FILOSOFIA POLÍTICA. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Platão expôs a sua filosofia em forma de diálogos, criando uma atmosfera propícia para que o leitor "participe" do jogo de perguntas e respostas que frequentemente aparecem nos diálogos platônicos. Outra característica dos seus é a presença do seu mestre, SÓCRATES. Sócrates quase sempre conduz os diálogos. Sua presença é uma homenagem de Platão, mas também evidencia como a filosofia platônica estava fortemente interligada com a filosofia socrática. Importante ressaltar que Sócrates deixou nada escrito; ele preferia filosofar através de diálogos ou conversas. Essa dimensão, a do diálogo, é ressaltada por Platão. Podemos afirmar que para a filosofia socrático-platônica, o diálogo é a base do filosofar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Segundo Danilo Marcondes, autor da "Iniciação à História da Filosofia"[1], A Alegoria da Caverna" pode ser dividida em 3 partes: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;I - A CENA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;II - A LIBERDADE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;III - O SENTIDO POLÍTICO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Trabalharemos, a seguir, com essa divisão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;I - A CENA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Dentro duma caverna, existem prisioneiros amarrados. Eles estão no fundo da caverna e os seus corpos estão praticamente imobilizados. Desde há muito, esses prisioneiros se acostumaram a ver sombras no fundo da caverna; essas sombras são consideradas reais. Também, os prisioneiros ouvem sons atrás de si. Esses sons se originam das pessoas que carregam estandartes e conversam coisas variadas. Atrás dessas pessoas que carregam esses estandartes há uma fogueira, num plano superior, cuja luz projeta as sombras dos símbolos dos estandartes no fundo da caverna. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Desse modo, aquilo que os prisioneiros consideram como sendo "A Realidade" é, na verdade, a projeção de símbolos que eles entendem de um modo particular. Assim, um estandarte circular poderia ser entendido como sendo uma "água gelada", porque um dos que carregavam os estandartes falou para outro: "Eis a "água gelada"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;II - A LIBERDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Alguns prisioneiros&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;se acomodam com essa situação descrita em I. Porém, um dos prisioneiros é despertado pela curiosidade e resolve se libertar das correntes. Comumente, se associa às correntes certos hábitos que favorecem a ignorância, tais como: acomodação/preguiça, costumes, preconceitos, dogmas, tradição etc.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Logo após se libertar, o prisioneiro percebe que só via sombras projetadas na parede. Ele descobre da onde vinham essas sombras. Agora, ele toma os estandartes como sendo a realidade; todavia ele logo descobre que existe uma fonte de luz - a fogueira - que estrutura as sombras no fundo da caverna. Podemos entender que a descoberta dos estandartes é a descoberta de uma realidade superior com relação às sombras projetadas no fundo da caverna.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Nosso prisioneiro liberto sofre com a visão da luz produzida pela fogueira, porque ele se acostumou, há muito, a viver na escuridão. Por isso, seus olhos doem. Ou seja, conhecer a realidade machuca os sentidos - no caso, a visão -, fazendo com que o prisioneiro até se afaste da luz. Aqui, podemos fazer um paralelo entre a ignorância e o conhecimento. Na espistemologia platônica, o processo de conhecimento da verdade é algo doloroso e desconfortável. Tão doloroso que alguns preferem nem fazê-lo para evitar sofrimentos. Sofrimento, aqui, pode ser entendido como o desconforto de sentir crenças muito arraigadas destruídas pela verdade. Como se costuma dizer: "a verdade dói", ou ainda, "a ignorância é uma benção". &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nosso prisioneiro continua a sua jornada rumo para fora da caverna. Fora da caverna ele encontra o mundo verdadeiro com animais, plantas, cores que ele nunca tinha percebido, sons, outras pessoas, enfim, ele encontra a verdadeira realidade que é estruturada pela luz do Sol. Também, aqui, nosso prisioneiro sofre agudamente para encarar a luz solar, mas depois que ele acostuma sua visão, ele consegue se maravilhar com a realidade superior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Assim, a metafísica platônica é fortemente marcada pelas noções de realidade e aparência. Para Platão, nossos sentidos só conseguem capturar um mundo de aparências, o mundo dos prisioneiros que estavam dentro da caverna. O mundo fora da caverna, que é iluminado pelo Sol, é o mundo da verdadeira realidade. Na espistemologia ou teoria do conhecimento platônica, a verdadeira realidade não é atingível pelos sentidos, só se pode atingi-la pela alma racional. Temos, assim, uma separação radical entre aparência e realidade na metafísica platônica. A fogueira, que ilumina a realidade da caverna, pode ser considerada a realidade sensível ou inferior, enquanto o Sol, que ilumina a realidade do mundo fora da caverna, pode ser considerado a realidade inteligível ou superior. Importante ressaltar que no dualismo platônico - em que há uma separação radical entre aparência e realidade -, a realidade ou verdade se encontra no Mundo das Ideias ou das Formas, um mundo aonde as verdadeiras ideias existem de fato. Assim, a ideia de "humanidade" existe no Mundo das Formas e é esse mundo, ou realidade, que estrutura o nosso mundo inferior. Nós somos como que cópias imperfeitas dessa ideia de "humanidade", mas participamos, sem dúvida, dessa ideia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;III - O SENTIDO POLÍTICO&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Resumindo, nosso prisioneiro liberto antes pensava que as sombras projetadas no fundo da caverna fossem a realidade. Ele vence a acomodação e descobre a "realidade" das sombras que , na verdade, são as formas de estandartes que recebem a luz duma fogueira. Ele não só se acostuma com a luz da fogueira, que machuca a sua visão, como também vence a luz do Sol, permitindo que o nosso prisioneiro descubra o mundo verdadeiro com toda a sua beleza e magnitude.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;Todavia, no diálogo "A Alegoria da Caverna", Platão acha que o prisioneiro deve voltar para a caverna. Mas por que alguém que conheceu a realidade superior deve voltar para uma realidade inferior?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'times new roman'; font-weight: bold;"&gt;A resposta de Platão é simples e mostra o sentido político de sua filsofia. Para Platão, alguém que conheceu a verdade não pode guardar essa descoberta para si, ele deve compartilhar com os outros o seu conhecimento. Assim, o prisioneiro deve voltar para a caverna e relatar para os outros acorrentados o que ele descobriu. Todavia, obviamente muito dos acorrentados receberão com desconfiança as notícias trazidas pelo liberto. Alguns o acusarão de loucura, outros se irritarão por não aceitarem uma realidade diferente daquela exposta no fundo da caverna. Os mais exaltados podem, até mesmo, querer matar o nosso prisioneiro liberto. De certa maneira, podemos entender que Platão fez, aqui, um paralelo com a morte de Sócrates. Nessa leitura, Sócrates quis mostrar a verdade para o povo ateniense, mas isso lhe custou a vida. Desse modo, o filósofo deve mostrar a verdade, mesmo que isso lhe custe a vida devido, entre outros, à ignorância, ao fanatismo ou à força da falsa realidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: white; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 130%;"&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;strong&gt;[1] MARCONDES, D. "&lt;em&gt;Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein&lt;/em&gt;". Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-6840842379682998277?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/6840842379682998277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/04/introducao-filosofia-c2-platao-e.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6840842379682998277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6840842379682998277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/04/introducao-filosofia-c2-platao-e.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): PLATÃO E A ALEGORIA DA CAVERNA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-1760309646818289598</id><published>2010-02-28T14:39:00.000-08:00</published><updated>2010-04-08T15:00:59.014-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução à Filosofia: O que é filosofar?'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): O QUE É FILOSOFAR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;O QUE É FILOSOFAR: LINKS PARA VÍDEOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:130%;" &gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Para THOMAS NAGEL, nascido na ex Iugoslávia em 1937, nossa capacidade para filosofar acontece muito cedo. Por volta dos 14 anos, muitas pessoas já possuem&lt;/span&gt; a capacidade para lidar razoavelmente bem com ideias abstratas e argumentos teóricos. Ou seja, pensar filosoficamente necessita somente de habilidades básicas humanas. Num certo sentido, todos nós filosofamos ao longo de nossas vidas. A atividade filosófica é mais comum do que parece &lt;em&gt;prima facie&lt;/em&gt;. Assim, para filosofar não é necessário ser um gênio, ou ter uma erudição assombrosa; não é necessário conhecer profundamente todos os filósofos da história, ou conhecer alguma ciência profundamente. Todos esses elementos podem ajudar a filosofar, mas não são o mesmo que filosofar. O exercício fim da Filosofia é justamente pensar a realidade, por mais vago que isso possa parecer. Nesse sentido, todos nós filosofamos de uma maneira ou de outra, de uma forma mais cuidadosa ou menos cuidadosa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, por que então a Filosofia parece ser uma disciplina tão difícil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Podemos ensaiar duas respostas para essa complicada pergunta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1) Porque, de certa forma, pensar a realidade é algo complicado. Basta pensar que cada um de nós tem uma noção de realidade que, invariavelmente, é baseada em experiências muito pessoais. Obviamente, a noção de realidade para alguém que passou boa parte da vida encarcerado é bem diferente da noção de realidade de um surfista. Mesmo entre pessoas de uma mesma família ou comunidade, as noções de realidade podem diferir. Por causa disso, as pessoas seguem estilos de vida tão diferentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2) Porque na vida cotidiana, nem sempre há lugar para se trabalhar profundamente com ideias abstratas e argumentos teóricos. Ideias abstratas e argumentos teóricos, apesar de serem uma capacidade humana comum, muitas vezes exigem um conhecimento técnico e empírico que demandam muito estudo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Desenvolvendo melhor o segundo ponto, entenda-se por ideias abstratas aquelas ideias que lidam quase que exclusivamente com noções. Pode-se afirmar que essas ideias pode prescindir da realidade. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Os argumentos teóricos são argumentos sistematizados que se estruturam por meio do raciocínio. Espera-se que esses argumentos sejam válidos e verdadeiros. Na filosofia, existe uma grande diferença entre validade e verdade. Essa diferença pode ser melhor percebida quando construimos silogismos do tipo:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;SILOGISMO I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Premissa 1 - Todo homem é mortal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Premissa 2 - Sócrates é homem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Conclusão - Logo, Sócrates é mortal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Podemos perceber que há uma relação necessária entre as premissas 1 e 2 e a conclusão 3. Quando isso ocorre, dizemos que o argumento é válido. Portanto o SILOGISMO I é válido. Todavia, nem todo argumento válido é verdadeiro. Vejamos o exemplo abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;SILOGISMO II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Premissa 1 - Todo quadrado tem somente 3 lados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Premissa 2 - O triângulo tem 3 lados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Conclusão - Logo, o triângulo é um quadrado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;O SILOGISMO II pode ser considerado válido, porque a conclusão é uma consequência normal das premissas, porém o SILOGISMO II não é verdadeiro. Já o SILOGISMO I parece ser verdadeiro. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Desse modo, um argumento é considerado válido quando de fato existe uma relação que liga o ANTECEDENTE (premissas 1 e 2) com o CONSEQÜENTE (conclusão). Quando isso ocorre, temos uma inferência válida. Quando isso não ocorre, temos uma falácia como no SILOGISMO III abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;SILOGISMO III&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Premissa 1 - Toda manga é uma fruta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Premissa 2 - A minha camisa tem duas mangas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Conclusão - Logo, a minha camisa tem duas frutas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Percebe-se no SILOGISMO III que aparentemente o argumento é válido, porém o termo "manga" na premissa 1 se refere a um tipo de objeto, enquanto "manga" na premissa 2 se refere a outro tipo de objeto. Não há, assim, uma relação que ligue a conclusão com as premissas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;O conceito de VERDADE é um conceito METAFÍSICO e foge das preocupações normais da lógica. Assim, foi afirmado que o SILOGISMO I é válido e verdadeiro. Sua verdade vem do fato de que todos os homens são mortais e de que, realmente, Sócrates pertence à humanidade. Já o SILOGISMO II é considerado falso porque é falsa a a afirmação de que "Todo quadrado tem somente 3 lados". &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Desse modo, filosofar significa ter a capacidade de analisar discursos que são formados por argumentos silogísticos. Nesse nível, o filósofo está preocupado com duas coisas: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;1) perceber se a inferência é válida e &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;2) perceber se as premissas de um discurso são verdadeiras. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Como afirmado, a busca pela verdade é um trabalho metafísico. Na METAFÍSICA, o filósofo busca saber o que realmente existe. Outro campo da prática filosófica é a EPISTEMOLOGIA. Nessa, a indagação central é se podemos chegar a conhecer ou saber algo. A ÉTICA, também, sempre esteve atrelada à pesquisa filosófica; uma das principais perguntas feitas pelos eticistas é se existe o certo e o errado. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Todas as três áreas citadas acima possuem problemas que aguçam a indagação filosófica. Por exemplo, tentar descobrir o que realmente existe exige um alto grau de esforço especulativo que vem sendo burilado há mais de 2500 anos. Talvez, não sejamos capazes de descobrir o que realmente existe...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Todavia, é importante ressaltar que a especulação filosófica, muitas vezes, necessita do apoio das ciências. Todavia, Filosofia não é uma ciência, no sentido de não lançar mão da metodologia científica e da experimentação. Também, não existe um caminho para o filosofar. Como afirmado, até uma criança pode filosofar, mesmo que nunca tenha ouvido falar de Platão, de Descartes ou de Kant. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O que caracteriza o filósofo é a sua capacidade de fazer bons questionamentos. O filósofo questiona desde o senso comum até complexas teorias científicas. O exercício do questionamento gera um espírito crítico que pode ser usado para esclarecer aquilo que parece confuso ou obscuro dentro de uma teoria. Ou seja, só se pode criticar algo quando se conhece bem esse algo. Nesse trajeto, podemos perceber que o filosofar tem algo de pedagógico, porque uma boa crítica pode instruir melhor no encaminhamento de certo problema que está encoberto por falácias e falsas verdades.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Para BERTRAND RUSSELL (1872-1970), filósofo inglês, uma das principais perguntas filosóficas é a seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;"Existe no mundo algum conhecimento tão certo que nenhum homem razoável possa dele duvidar?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Obviamente, muitas pessoas responderiam apressadamente que sim. Mas basta um pouco de reflexão para percebermos que essa pergunta é mais complicada do que parece à primeira vista. Por exemplo, uma criança pode afirmar que as nuvens são feitas de algodão, ela responde isso baseada talvez nas suas percepções mais imediatas. Podemos chamar a esse tipo de resposta de uma resposta descuidada. As respostas descuidadas não são um privilégio do mundo infantil, muitos adultos percebem a realidade descuidadamente, ou por causa da ignorância ou por causa de dogmas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Dogmas são respostas consideradas verdadeiras e que não podem ser criticadas. Ao longo da História vários povos deram respostas dogmáticas para algum aspecto da realidade. Como exemplo podemos citar a pretensa superioridade da raça ariana defendida no regime nazista. Para um nazista consistente, a superioridade da raça ariana é uma verdade absoluta, não sendo, assim, passível de ser criticada. Assim, se ele descobrisse ser ele próprio um judeu, ele mesmo se entregaria para ser morto em algum campo de concentração. Podemos perceber que a coerência da pessoa dogmática pode escorregar no fanatismo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;A resposta filosófica para a realidade evita cair nas armadilhas da resposta descuidada e da resposta dogmática. O filósofo faz isso armado do seu pensamento crítico que costuma duvidar das poderosas experiências pessoais e do saber dos especialistas. Quando alguém se apóia no conhecimento especializado, comete aquilo que Russell chama de conhecimento por descrição. Assim, o leigo acredita que houve a REVOLUÇÃO FRANCESA. Ele confia nas informações dos historiadores. Esse conhecimento é por descrição. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Importante ressaltar que certas evidências parecem comandar nossos conhecimentos. No caso das experiências pessoais, a evidência são as lições que a vida trouxe e traz. Por isso, os pais costumam aconselhar aos filhos de como eles devem levar a vida, pois os pais "já passaram por muitas experiências..."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;A evidência, no caso do conhecimento por descrição, está, supõe-se, em elementos que provem algo. Por exemplo, a existência da Revolução Francesa é baseada em documentos históricos que sustentam esse fato. Todavia, é importante não confundir evidência com verdade. Muitas vezes somos compelidos a pular da evidência direto para a verdade, mas essa ansiedade pode gerar problemas. Como exemplo, podemos pegar o nosso desafortunado soldado nazista que se entregou porquê descobriu que era judeu. Aparentemente, ele parece um alemão típico, com todas as características físicas e espirituais do povo germânico. Porém, seu DNA, digamos assim, possui 0% da raça ariana. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Nesse sentido, nosso desafortunado soldado nazista foi enganado pelos sentidos. Não só ele, mas todos os seus companheiros de farda. Assim, as características superficiais desse soldado apontavam em uma direção; todavia, a direção estava errada. Desse modo, nossos sentidos parecem não ser bons instrumentos para se conhecer a realidade. O filósofo, dessa maneira, tenta separar aquilo que é aparência daquilo que é realidade. É uma tarefa inglória porque se negarmos por demais os nossos sentidos, parece que sobra muito pouco daquilo que chamamos de realidade. No caso do nosso infeliz soldado, seu DNA o acusou. Mas será que se tirarmos todas as características superficiais desse soldado, sobrará algo para ser mandado para o campo de concentração? No final, só parece sobrar o seu DNA...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Todavia, filósofos como RUSSELL não acreditam que todo conhecimento é de Primeira Pessoa ou pessoal. Esse tipo de conhecimento é chamado de subjetivo e o subjetivista, aparentemente, não desconfia dos 5 sentidos humanos (audição, paladar, olfato, tato, visão). Porém, para Russell, os nossos sentidos não são confiáveis. Basta pensar que as experiências pessoais, mesmo as mais poderosas, apontam para um ponto de vista que não necessariamente é verdadeiro ou real. Se assim fosse, o louco que diz ser Napoleão poderia com boas razões reclamar o seu cargo no governo da França dos dias atuais, o que parece ser um absurdo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Outro problema com os nossos sentidos é que eles forçam a criação duma realidade idealizada, no sentido de ser uma realidade muito centrada nas capacidades humanas. Chama-se a isso de antropocentrismo. Assim, a água morna parece estar quente no clima frio, mas, ao mesmo tempo, parece estar fria no clima quente. Todavia, a quentura ou friúra d'água não é uma propriedade intrínseca d'água. Ou seja, a sensação do quente ou do frio é uma característica que nós, humanos, atribuímos aos objetos por meio do tato; não é uma característica dos objetos eles mesmos. Podemos usar esse mesmo argumento para coisas que ouvimos, provamos, cheiramos ou vemos. Enfim, as sensações que temos são diferentes da realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sendo assim, logo vem a pergunta: será que os nossos sentidos são tão inúteis para se chegar a realidade? Russell não é tão pessimista assim. Para ele, os sentidos, pelo menos, mostram que existe algo "lá fora". Desse modo, a sensação, que é uma conjunção de sentidos, cria a consciência de algo que "ativa" os dados dos sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão); esse algo é justamente a realidade que, para Russell, é a coleção de todos os objetos físicos. Essa coleção de todos os objetos físicos é chamada de MATÉRIA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Como percebido, Russell não acredita que os nossos sentidos sejam capazes de alcançar perfeitamente a realidade. Ou seja, nossos sentidos alcançam algo que pode ser definido como sendo uma aparência do mundo físico ou da matéria. Todavia, Russell acredita que os nossos sentidos apontam para algo que independe de nossas sensações, de nossas mentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Por isso, o filósofo inglês rejeita o idealismo. Para um idealista convicto a matéria necessita da mente para existir. Ou seja, tudo o que há é mental. Existe nada fora da mente. Russell rejeita essa tese, mas concorda que o que existe não pode ser totalmente diferente do que sentimos. Poderíamos classificar a metafísica russelliana como sendo realista, ou seja, existe uma realidade que está para além dos nossos sentidos. Ao mesmo tempo, por paradoxal que pareça, poderíamos classificar a epistemologia russelliana como sendo empirista, ou seja, o conhecimento vem pela sensação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-1760309646818289598?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/1760309646818289598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/02/introducao-filosofia-c2-o-que-e.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/1760309646818289598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/1760309646818289598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/02/introducao-filosofia-c2-o-que-e.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C2): O QUE É FILOSOFAR'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-7560953829898945945</id><published>2010-02-24T16:27:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T07:18:06.387-08:00</updated><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA: LINKS PARA VÍDEOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Apesar de ainda faltar um olhar histórico, mesmo agora no século XXI, afirmaremos que a FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA começou no início do século XX. No transcorrer do século XX, a grande maioria dos filósofos fez carreira nas universidades. Por causa disso, atualmente as discussões filosóficas são orientadas pelos acadêmicos. Talvez, por causa disso, a Filosofia se tornou um tanto mais rigorosa; basta lembrar que a FILOSOFIA ANALÍTICA, desenvolvida ao longo do século XX, se apoiou fortemente na lógica e na análise da linguagem, dando origem à FILOSOFIA DA LINGUAGEM. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Para tanto, muitos filósofos contemporâneos criticaram alguns pressupostos da Filosofia Moderna, principalmente o subjetivismo advindo da modernidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;I - O PROJETO DA MODERNIDADE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A Filosofia Moderna começa com o "cogito" cartesiano. Como visto [ver neste blog "INTRODUÇÃO À FILOSOFIA: FILOSOFIA MODERNA"] Descartes acreditou que o sujeito pensante pudesse ser uma fonte confiável de conhecimento. Ainda na modernidade, David Hume contestou veementemente essa certeza cartesiana, mas foram pensadores do século XIX que aprofundaram ainda mais às críticas ao projeto moderno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;GEORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL mostra que as transformações históricas são importantes na formação da consciência. Melhor, as transformações históricas são capazes de moldar a nossa percepção do mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Semelhantemente, para KARL MARX a Filosofia Moderna estava contaminada pelo idealismo, ou seja, estava contaminada pela concepção de que existem ideias puras, tal como pensava Platão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Já os filósofos do ROMANTISMO não aceitaram a centralidade da epistemologia e da razão na modernidade. Para filósofos como FRIEDRICH SCHELLING (1775-1854) e Nietzsche os filósofos deveriam se desprender da razão e se aproximar mais da imaginação, da intuição e da arte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Disso tudo, podemos concluir que muitos pensadores não acreditaram numa consciência individual pura, ou numa subjetividade que desse conta da complexidade do mundo. Não por acaso, já no final do século XIX, filósofos como Nietzsche desdenhavam da tentativa de alguns filósofos em sistematizar a filosofia, arrumando-a em um sistema totalmente coerente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Essa desconfiança com relação ao sujeito, tido como ponto de apoio para o saber filosófico, pode ser constatada por meio de vários pensadores dos séculos XIX e XX. ERNST MACH (1838-1916), físico e filósofo da ciência, afirmou que "Não há salvação para o sujeito". No século XX, JEAN-PAUL SARTRE (1905-1980), filósofo do existencialismo, afirmou que "O homem é uma paixão inútil".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;II - A VITÓRIA DA FILOSOFIA DA LINGUAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Os ataques feitos contra o subjetivismo fizeram com que os filósofos contemporâneos procurassem um outro ponto de apoio para as discussões filosóficas. Obviamente, esse novo ponto de apoio não poderia sofrer das inconveniências que o subjetivismo trazia. A linguagem surge, então, como forte candidata. Mas por que a linguagem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Primeiro. Parece claro que a linguagem dá o tom daquilo que podemos apreender do mundo. Podemos "esticar" a linguagem para, por exemplo, desenvolver uma nova teoria; mas não parece crível que possamos estruturar uma teoria fora da linguagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Segundo. Por causa desse primeiro ponto, muitos filósofos acreditaram que a dimensão semântica da linguagem, ou o significado, forneceria uma porta privilegiada para se alcançar o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Terceiro. A linguagem - no sentido das línguas naturais, como o português, o inglês, o espanhol etc. - possui uma estrutura formal, com regras e padrões identificáveis. Podemos chamar a isso da dimensão sintática da linguagem. A força da dimensão sintática está na sua semelhança com certas estruturas lógicas e por, supõe-se, independer do sujeito, não permitindo, assim, espaço para o subjetivismo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-7560953829898945945?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/7560953829898945945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/02/introducao-filosofia-c1-filosofia.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/7560953829898945945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/7560953829898945945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2010/02/introducao-filosofia-c1-filosofia.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-6481733764711321601</id><published>2009-11-11T06:24:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T04:56:53.349-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bertrand Russell'/><title type='text'>RUSSELL, Bertrand. Os Problemas da Filosofia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.visualstatistics.net/East-West/Logical%20Positivism/bertrand_russell%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 208px;" src="http://www.visualstatistics.net/East-West/Logical%20Positivism/bertrand_russell%5B1%5D.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/%7Econte/russell.html"&gt;OS PROBLEMAS DA FILOSOFIA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Bertrand Russell&lt;br /&gt;Ano de publicação: 1912&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-6481733764711321601?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/6481733764711321601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/11/russell-bertrand-os-problemas-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6481733764711321601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6481733764711321601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/11/russell-bertrand-os-problemas-da.html' title='RUSSELL, Bertrand. Os Problemas da Filosofia'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-9100362365976385929</id><published>2009-10-12T11:28:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T19:58:38.758-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Moderna (C1)'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA MODERNA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;FILOSOFIA MODERNA: LINKS PARA VÍDEOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;Existe um certo consenso de que a &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qU3lyK3obe0" style="font-family: verdana;"&gt;FILOSOFIA MODERNA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt; começa, de fato, no século XVII, mais especificamente com a filosofia de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ls6DWoBBSTs" style="font-family: verdana;"&gt;RENÉ DESCARTES (1596-1650)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;. Mais controverso é estabelecer o fim da modernidade. Costuma-se demarcar o fim da modernidade com o fim do século XIX, mais especificamente com a filosofia de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NT01YEihoXE&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=894645DD0E1A0451&amp;amp;playnext=1&amp;amp;playnext_from=PL&amp;amp;index=8" style="font-family: verdana;"&gt;FRIEDRICH NIETZSCHE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt; (1844-1900). Desse modo, consideraremos que a Filosofia Moderna começa no século XVII e termina no século XIX. Importante ressaltar que a "periodização" da Filosofia em três períodos (Filosofia Antiga, Filosofia Medieval e Filosofia Moderna) foi estabelecida por &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.files.wordpress.com/2008/07/silveira_hegel.pdf" style="font-family: verdana;"&gt;GE&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ghiraldelli.files.wordpress.com/2008/07/silveira_hegel.pdf" style="font-family: verdana;"&gt;ORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;(1770-1831). Essa periodização é didaticamente útil como um primeiro ponto de apoio.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;Outro ponto de apoio importante para entender a Filosofia Moderna é perceber os acontecimentos históricos que estruturaram a modernidade. Destacaremos três acontecimentos que serviram de pano de fundo para o pensamento moderno: o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CKMGZPzi9OU" style="font-family: verdana;"&gt;HUMANISMO RENASCENTISTA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;, a &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8GGU2i8T-AA&amp;amp;feature=related" style="font-family: verdana;"&gt;REFORMA PROTESTANTE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt; e a &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=60jGiibCyVo&amp;amp;feature=related" style="font-family: verdana;"&gt;REVOLUÇÃO CIENTÍFICA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: verdana; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I - RACIONALISMO versus EMPIRISMO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Como afirmado, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eu7YU4OoXXw&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;RENÉ DESCARTES&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt; é considerado o primeiro filósofo tipicamente moderno. Podemos entender parte de sua filosofia como sendo uma resposta ao &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceticismo"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;CETICISMO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;. Não obstante, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://portal.filosofia.pro.br/descartes.html"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;DESCARTES&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt; é considerado, por vezes, um grande cético.&lt;br /&gt;Uma das preocupações da filosofia cartesiana é justamente estabelecer uma ponte entre a mente e o mundo, ou seja, entre algo que sou "eu" e algo que não sou "eu", ou ainda, a tentativa é estabelecer uma ponte entre o mundo subjetivo e o mundo objetivo. Para tanto, Descartes recorrerá ao que ele chama de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://dzaine.blogspot.com/2005/11/as-4-regras-do-mtodo-cartesiano.html"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;MÉTODO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;. Esse método visa criar um caminho para o conhecimento verdadeiro.&lt;br /&gt;A partir do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cogito"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;ARGUMENTO DO COGITO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;, pode-se afirmar que os sentidos estruturam parte do nosso conhecimento do mundo externo, mas nossos sentidos não são guias confiáveis para afirmar que o mundo estruturado pelos nossos sentidos é de fato o mundo verdadeiro. Os sentidos (audição, olfato, paladar, tato, visão) costumam nos enganar. Não só isso, nossos sentidos podem ser considerados pífios quando se pensa na realidade complexa do mundo exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exemplificar isso, prestemos atenção na explicação que Morpheus oferece a Neo acerca do que seja a realidade. Essa explicação se encontra no filme &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-YKg_XbEmik"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;MATRIX&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jimnicholsufo.com/wp-content/uploads/2008/08/morpheus1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://www.jimnicholsufo.com/wp-content/uploads/2008/08/morpheus1.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 173px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 210px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="font-family: verdana;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3HSJMe6XvqU"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;PROFESSOR MORP&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;HEUS: O QUE É A &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;REALIDADE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Descartes é um dos principais&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;representantes do racionalismo na modernidade. Resumidamente, podemos considerar que a epistemologia cartesiana - ou teoria do conhecimento cartesiana - é fortemente baseada em evidências consideradas apriorísticas. Exemplificando, para criar um ponte confiável entre mente e mundo, o filósofo francês necessita não só do "eu" que pensa, ele necessita de Deus. Nesse momento, Descartes se apropria do Argumento Ontológico de Santo Anselmo [ver, neste Blog, o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lCeYqzOHLA4"&gt;ARGUMENTO ONTOLÓGICO&lt;/a&gt; na postagem "INTRODUÇÃO À FILOSOFIA: FILOSOFIA MEDIEVAL"] para mostrar a existência de Deus. Como sabemos, o Argumento Ontológico é supostamente um argumento a priori, no sentido de não necessitar do mundo externo para a sua comprovação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O racionalismo cartesiano foi duramente criticado pelos empiristas. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_RYHs9kM82c&amp;amp;feature=related"&gt;O EMPIRISMO&lt;/a&gt; é a teoria do conhecimento - ou epistemologia - que defende que a experiência deve guiar o conhecimento. Experiência, aqui, pode ser entendida no sentido mais comum; é a experiência relacionada aos nossos sentidos: audição, gustação, olfato, paladar e tato. Ou seja, o conhecimento passa pelos sentidos. Assim, a Filosofia Moderna pode ser entendida como um embate entre &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kkQeofvtfXQ"&gt;RACIONALISMO VERSUS EMPIRISMO. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A escola empirista fou muito influente na Inglaterra. Dois dos seus maiores representantes foram JOHN LOCKE (1632-1704) e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SWxYkH_zCJk&amp;amp;feature=related"&gt;DAVID HUME (1711-1776)&lt;/a&gt;. Para LOCKE, não existem ideias soltas. Por ideias soltas, entenda-se ideias inatas as quais prescindem da experiência. Toda ideia, para os empiristas, vem do mundo sensível. Nesse sentido, a mente é como uma "tabula rasa", ou uma folha em branco, que vai sendo preenchida pela experiência. Todavia, a mente possui uma estrutura capaz de trabalhar esses dados dos sentidos por meio da reflexão. De certo modo, o manuseio desses dados é semelhante ao método cartesiano, visto anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Locke discorda veementemente do "eu" do conhecimento cartesiano. Para o filósofo inglês, o sujeito que pensa não é a "medida de todo o conhecimento". Ou seja, existem qualidades no mundo que independem da percepção subjetiva. Por conta disso, Locke divide as qualidades em primárias e secundárias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;As QUALIDADES PRIMÁRIAS são qualidades objetivas, no sentido de serem qualidades inerentes ao objeto. Exemplos desse tipo de qualidade: forma, extensão e volume. Assim, o tamanho do planeta Terra aponta para uma medida objetiva, essa independe da estrutura sensória do sujeito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;As QUALIDADES SECUNDÁRIAS são qualidades subjetivas, no sentido de serem qualidades inerentes a um sujeito específico. Exemplos desse tipo de qualidade: cor (visão), odor (olfato), textura (tato) e sabor (gustação). Assim, se o gosto do alho é bom ou ruim, isso depende da percepção gustativa - gosto - de quem prova. As Qualidades Secundárias dependem da relação sujeito e objeto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;DAVID HUME, outro importante representante do empirismo, também acha que as ideias nascem da experiência sensível. Analisaremos três maneiras de como Hume ataca o racionalismo cartesiano. O filósofo escocês ataca Descartes mais diretamente com relação ao "eu" cartesiano, que chamaremos de a Teoria da Identidade Pessoal Cartesiana. A outra crítica diz respeito às ideias complexas que pode ser considerada uma crítica a apriorismos (ideias a priori) que rementem ao Argumento Ontológico. Vimos que Descartes também se utiliza do Argumento Ontológico para "salvar" a realidade externa. Por fim, Hume ataca a ideia de causalidade - causa e efeito - tão importante na compreensão do mundo. Mais acuradamente, o "eu" cartesiano não passa de um feixe de percepções em que as percepções sensíveis mudam constantemente. Assim, não existe um "eu" puro ou um pensamento puro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Com relação às ideias complexas - como a ideia contida no Argumento Ontológico de Santo Anselmo de que "Deus é aquele do qual nada maior pode ser pensado" -, Hume achava que essas eram derivações de ideias simples, apreensíveis por meio de experiências simplórias. Por exemplo, a ideia de infinito advém da ideia de unidade, a qual origina quantidades, as quais, por sua vez, quando maximizadas, originaram a ideia do infinito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Por fim, a causalidade, para &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=leexS9p7J1E"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;HUME&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;, não está no mundo. A causalidade é apenas um hábito mental que só psicologicamente estrutura o mundo. Assim, afirmar que "o sol nascerá amanhã" é uma sentença baseada num hábito, num costume de se perceber isso preteritamente. Ou, na melhor das hipóteses, essa afirmação pode ser considerada, no máximo, como altamente provável, mas não pode ser considerada de fato um conhecimento verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;span style="font-size: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;LINKS PARA ANIMATRIX&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.matrixdoidona.blogger.com.br/animatrix%20-%20segundo%20renascer.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://www.matrixdoidona.blogger.com.br/animatrix%20-%20segundo%20renascer.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 170px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-family: verdana; font-weight: bold;"&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442200"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Segundo Renascer: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442200"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Parte I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rocinha.videolog.tv/videos/7e/e4/tg_442234_0003.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://rocinha.videolog.tv/videos/7e/e4/tg_442234_0003.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 164px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 220px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-family: verdana;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=442234" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Segundo Renascer: Parte II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;II - CONTRATUALISMO MODERNO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;Outro importante aspect&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;o da Filosofia Moderna foi o pensamento político. &lt;/span&gt;O pensamento político moderno tende a aceitar o individualismo, a livre iniciativa e a liberdade individual. Assim, o homem será considerado o elemento estruturador da Filosofia Política. Para tanto, se recorrerá à ideia duma natureza humana que possui elementos considerados instintivos e elementos, digamos, sociais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;Por que o homem vive em sociedade? Essa pergunta norteará parte dos trabalhos dos três contratualistas que veremos a seguir. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=r5_8Kf8ppKo&amp;amp;feature=related"&gt;THOMAS HOBBES (1588-1679)&lt;/a&gt;, J&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7hU9wEA68GA"&gt;OHN LOCKE (1632-1704)&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UxOes_GVFF0"&gt;JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778)&lt;/a&gt; são considerados os três contratualistas clássicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;A principal obra política de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bJJX8-cfbnI"&gt;THOMAS HOBBES&lt;/a&gt; é "&lt;a href="http://www.arqnet.pt/portal/teoria/leviata.html"&gt;O LEVIATÃ&lt;/a&gt;", escrita em 1651. Nessa obra, Hobbes estrutura boa parte do seu contratualismo no individualismo e no egoísmo humanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;O individualismo, em termos gerais, aponta para, pelo menos, três elementos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;1) os interesses individuais estão acima dos interesses sociais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;2) existem direitos individuais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;3) a liberdade humana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: times new roman;"&gt;Para Hobbes, a natureza humana é essencialmente egoísta e com fortes inclinações para a maldade. Essa natureza belicosa impede que os homens confiem um nos outros, criando um clima de instabilidade e isegurança, porque o "homem é o lobo do homem". No Estado de Natureza - situação hipotética que imagina a pré-formação do Estado -, tal como imaginado pelo filósofo inglês, não há leis e um soberano que demande ordem. Nessa situação, os homens vivem de acordo com suas próprias inclinações ou paixões; todavia, os interesses humanos constantemente entram em conflito. Como não há leis no Estado de Natureza, a tendência das pessoas e dos grupos que querem a todo custo realizar os seus desejos é partir para a guerra. Uma "guerra de todos contra todos". Assim, para Hobbes, o Estado de Natureza é igual ao Estado de Guerra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;Psicologicamente, a guerra é insuportável para a maioria das pessoas por causa da eminência da morte violenta. Supõe-se, aqui, que todos queiram, instintivamente, preservar a qualquer custo a própria vida. Desse modo, o indivíduo busca evitar que ele próprio e seus amados morram violentamente. Sendo assim, faz-se necessário sair do Estado de Natureza. Para tanto, será necessário um contrato ou um pacto social. Nesse, se estabelecerão leis e normas para impedir a violência sem limites. Nesse novo arranjo, o assassinato será legalmente punido e isso, supõe-se, inibirá a matança generalizada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;O contrato hobbesiano estabelece que se ganhe a cidadania abrindo-se mão de uma liberdade sem limites. O cidadão perde essa liberdade, mas ganha mais segurança. Assim, o cidadão deve procurar a paz e, também, deve defender-se. A manutenção dessa paz é feita por um soberano absoluto, ou seja, um soberano possuidor não só de amplos poderes políticos, ele também tem o poder de intervir na vida dos seus súditos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;Outro contratualista, o inglês &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WCmPPJ6oXT0"&gt;JOHN LOCKE&lt;/a&gt; discordará em muitos aspectos do pensamento de Hobbes. A principal obra de LOCKE se chama "&lt;a href="http://www.arqnet.pt/portal/teoria/tratado2.html"&gt;DOIS TRATADOS SOBRE O GOVERNO&lt;/a&gt;", escrita em 1690. Nessa obra, Locke estruturou, entre outros, o que ficou conhecido como o pensamento liberal clássico. Também, nessa obra foi defendida a secularização do poder e se criticou o direito divino dos reis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;Locke não acreditava que o homem fosse necessariamente mal. Também, para Locke o Estado de Natureza não é necessariamente igual ao Estado de Guerra, como pensava Hobbes. O grande problema do Estado de Natureza é que ele pode se transformar num Estado de Guerra por causa da vingança desproporcional. Assim, o Estado de Natureza pode se tornar contrário às duas leis naturais formuladas por Locke: não destruir a si próprio e não causar dano a outros. A partir desse jusnaturalismo, ou dessas leis naturais, é articulado o contrato social. O contrato visa proteger os bens humanos que, na concepção lockeana, são a vida, a liberdade e a propriedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;Enfim, para Locke a sociedade civil deve ser um aperfeiçoamento do Estado de Natureza, no sentido de preservar os direitos naturais. Para tanto, o contrato deve assegurar a defesa dos bens humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;Por fim, para o filósofo suiço &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HlhNRTxtZ2A&amp;amp;feature=related"&gt;JEAN-JACQUES ROUSSEAU&lt;/a&gt; o homem é naturalmente bom; ou seja, a natureza humana é essencialmente boa. O que corrompe o homem é a desigualdade encontrada na sociedade. Desse modo, o Estado de Natureza não é uma "guerra de todos contra todos", pelo contrário, nesse estado o homem vive feliz e perfeitamente integrado à natureza. A sociedade civil tanto é melhor quanto mais ela conseguir preservar a liberdade encontrada no Estado de Natureza. Para ROUSSEAU, o contrato social visa submeter todos à Vontade Geral que conduzirá ao bem comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;Podemos perceber que HOBBES E ROUSSEAU possuem algumas ideias antagônicas acerca da natureza humana. Mais, enquanto Hobbes é um absolutista, Rousseau é um ferrenho defensor da democracia.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: white; font-size: 130%;"&gt;0&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="times new roman" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;III - OS ALEMÃES E A CRÍTICA À TRADIÇÃO FILOSÓFICA &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="times new roman" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;No fim da modernidade, alguns filósofos fizeram críticas&lt;/span&gt; não ao modo de como se fazia filosofia, mas também ao papel da filosofia. Pegaremos três filósofos emblemáticos, todos alemães, para exemplificar essas críticas: &lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/x5uewx_kant-e-o-iluminismo_school"&gt;IMMANUEL KANT (1724-1804)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5WdE0XVnzUc&amp;amp;feature=related"&gt;KARL MARX (1818-1883)&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uZy5aGlJn4g&amp;amp;feature=related"&gt;FRIEDRICH NIETZSCHE (1844-1900). &lt;/a&gt;Importante ressaltar que o pensamento desses três filósofos influenciará grandemente o século XX e esse início de século XXI. Basta lembrar que o marxismo influenciou a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NpMVZ1khv7A&amp;amp;feature=related"&gt;REVOLUÇÃO RUSSA &lt;/a&gt;e seus desdobramentos; ainda hoje, a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ogr-axQF0Jo&amp;amp;feature=related"&gt;REVOLUÇÃO RUSSA &lt;/a&gt;inspira muitos projetos políticos e sociais. Os escritos de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-L3xXiiwfzs&amp;amp;feature=related"&gt;NIETZSCHE&lt;/a&gt; inspiraram o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SqK_WWr9Vek"&gt;EXISTENCIALISMO&lt;/a&gt;. Já a ética kantiana é fortemente aceita e discutida nos dias atuais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;A ética kantiana é encontrada em obras como &lt;a href="http://www.consciencia.org/kantfundamentacao.shtml"&gt;"FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES"&lt;/a&gt; de 1785. Para Kant, a Filosofia Moral está no domínio da razão prática, caracterizada pelo uso da liberdade. Ou seja, a moralidade só é possível porque somos livres. Todavia, essa liberdade é racional e universal; universal no sentido de valer para todos os seres racionais. A racionalidade exige certos deveres que funcionam como regras da razão prática. Essas regras são Imperativos - ou mandamentos da razão - , divididos em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jWQtvXuD38s"&gt;IMPERATIVOS CATEGÓRICOS&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://sandrokobol.blogspot.com/2009/05/kant-e-os-imperativos-categorico-e.html"&gt;IMPERATIVOS HIPOTÉTICOS&lt;/a&gt;. Enquanto o Imperativo Categórico (IC) ordena uma lei moral que vale para todos, o Imperativo Hipotético (IH) encaminha uma ação possível para determinada finalidade; melhor, enquanto o Imperativo Categórico é uma lei objetiva advinda da razão prática, o Imperativo Hipotético é algo subjetivo, mais ligado aos interesses do agente. Exemplo: O IC ordena que sempre falemos a verdade, mesmo que isso acarrete em algo ruim para o agente; já o IH pode apontar para a mentira, principalmente quando falar uma mentira pode implicar em benefícios para o agente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;Nota-se que a ética kantiana - também conhecida por ética deontológica - faz uma separação entre moralidade e as inclinações do agente. Essas inclinações ou desejos são fortemente influenciadas pela busca do prazer. Essa busca pelo prazer está fortemente relacionada com as várias noções de felicidade existentes. Desse modo, Kant faz uma separação entre moralidade e felicidade. Ou seja, ser moral não implica em ser feliz e vice-versa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=A20DvzN0XAg"&gt;KARL MARX&lt;/a&gt;, outro filósofo alemão, criticará a tradição filosófica por um viés, digamos, político. Para ele: "Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo". Essa citação, encontrada na obra "XI Tese sobre Feuerbach", pode ser compreendida como uma crítica que os filósofos modernos deram para questões epistêmicas e metafísicas. Podemos entender que Marx ressaltará o papel político da atividade filosófica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;Entre as obras de Marx estão o &lt;a href="http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/manifestocomunista.pdf"&gt;MANIFESTO COMUNISTA&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ateus.net/ebooks/geral/marx_a_ideologia_alema.pdf"&gt;A IDEOLOGIA ALEMÃ &lt;/a&gt;e a obra &lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/marx/1867/ocapital-v1/index.htm"&gt;O CAPITAL&lt;/a&gt;. Nessas obras, encontramos críticas a um tipo de filosofia chamada de idealista. Marx critica esse tipo de filosofia por considerar que o idealismo não leva a sério as bases materiais. Por bases materiais, entenda-se os modos de produção econômico como o primitivo, o escravista, o feudal, o capitalista etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;Outros importante aspecto da filosofia marxista é a noção de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideologia"&gt;IDEOLOGIA&lt;/a&gt;. Segundo Marx, as classes dominantes criam uma ideologia - ou falsa realidade - para justamente dominar as classes mais baixas ou menos favorecidas. O desmascaramento ideológico se faz por meio do pensamento crítico. Desse modo, o papel da Filosofia, entendida aqui como Filosofia Crítica, é desmascarar a ideologia. Esse desmascaramento é importante porque propiciará a revolução. Nessa revolução, a classe mais baixa - o proletariado - tomará consciência da sua situação se lançando numa &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oJ-1_VXg_IE"&gt;LUTA DE CLASSES&lt;/a&gt;, visando se apropriar dos meios de produção. Resumidamente, a liberdade política só é alcançável por cidadãos não alienados de sua condição desfavorável; esse apercebimento levará à luta de classes que culminará com a REVOLUÇÃO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por fim, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7SQgWqm_Tyk&amp;amp;NR=1"&gt;FRIEDRICH NIETZSCHE &lt;/a&gt;identificou na tradição filosófica moderna dois elementos vindos da cultura grega.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;Para ele, os espíritos dos deuses APOLO e DIONISO nortearam a filosofia. Para &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3hdH1Lhn3Us&amp;amp;NR=1"&gt;NIETZSCHE&lt;/a&gt;, APOLO representa, entre outros, o equilíbrio, a ordem, a razão; já DIONISO representa, entre outros, a emoção, a embriaguez, a música. A partir dessas caracterizações, Nietzsche entendeu que a Filosofia Moderna representa a vitória do espírito apolíneo sobre o dionisíaco. Todavia, essa vitória não é bem vista porque o espírito apolíneo destrói a criatividade humana. A derrota de Dioniso é a derrota do voluntarismo humano, é a derrota da vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;Assim, a crítica nietzscheana à Filosofia Moderna está relacionada com a supressão do caráter, digamos, mais intuitivo, criativo e contestador do fazer filosófico. Nietzsche identifica na tradição grega um culpado para a derrota do espírito dionisíaco: Sócrates. O mestre de Platão privilegiou demasiadamente a razão, afastando qualquer traço de espontaneidade criativa do fazer filosófico e, com isso, a filosofia socrática e seus adeptos se afastaram da natureza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-family: times new roman; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Resumidamente, podemos apreender que o pensamento de Nietzsche é fortemente vitalisata, ou seja, a vida é o mais importante. Com isso, ele entende que a moralidade apenas limita a vida. A moral nada mais é do que um instrumento usado pelos fracos - os negadores da vida - para dominar os mais fortes - ou aqueles que afirmam a vida. Melhor, vidas decadentes se utilizam da moral para combater covardemente vidas ascendentes. Como exemplo de vida decadente, Nietzsche cita o modo de vida cristão.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-9100362365976385929?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/9100362365976385929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/10/introducao-filosofia-filosofia-moderna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/9100362365976385929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/9100362365976385929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/10/introducao-filosofia-filosofia-moderna.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA MODERNA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-6939843560103342926</id><published>2009-09-04T10:27:00.000-07:00</published><updated>2011-03-08T18:11:32.909-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Medieval (C1)'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA MEDIEVAL</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FILOSOFIA MEDIEVAL: LINKS PARA VÍDEOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num primeiro momento, podemos considerar a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZZ4Oex7juZ8&amp;amp;feature=related"&gt;FILOSOFIA MEDIEVAL&lt;/a&gt; inserida na &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OmXwo0IsRfc"&gt;IDADE MÉDIA&lt;/a&gt;. Costumeiramente, a Idade Média é limitada historicamente pela &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8OqVZs4eJWU"&gt;Q&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8OqVZs4eJWU"&gt;UEDA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE&lt;/a&gt; (476) até a tomada de Constantinopla pelos turcos (1453). Ou seja, com base nessa demarcação, a Filosofia Medieval abrange praticamente 1000 anos (séculos V até o XV), podendo ser considerada o maior período dentro da História da Filosofia. Como nos lembra Libera, "No fundo, a visão de Idade Média confunde-se com o que é chamado de "Ocidente Cristão""&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;. Há, no fundo, várias Idades Médias que atendem a interesses linguísticos, culturais, identitários e outros. Danilo Marcondes, historiador da Filosofia, chega a afirmar que "o que realmente conhecemos como "Filosofia Medieval", está concentrada entre os sécs. XII e XIV, período do surgimento e desenvolvimento da escolástica."&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para efeitos didáticos, consideraremos que a Filosofia Medieval abrange inicialmente os sécs. IV-V e vai até o final do século XV, chegando no início do século XVI.&lt;br /&gt;Assim, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CiwgSG8fnQY&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=CC0AA9A19F322E11&amp;amp;playnext="&gt;SANTO A&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CiwgSG8fnQY&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=CC0AA9A19F322E11&amp;amp;playnext="&gt;GOSTINHO &lt;/a&gt;(354-430) pode ser considerado um pensador medieval.&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nfqfnDXtHhw&amp;amp;feature=related"&gt; SANTO AGOSTINHO&lt;/a&gt; acreditava que a Filosofia poderia ajudar a Teologia, no sentido da Filosofia ser uma etapa para se chegar ao verdadeiro conhecimento, ligado ao conhecimento contido na Bíblia. A filosofia agostiniana pode ser inserida na &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XPPcHNSG0Zs&amp;amp;feature=related"&gt;PATRÍSTICA&lt;/a&gt;, movimento religioso do início da Idade Média.&lt;br /&gt;As idéias de Agostinho irão influenciar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HZYGLDPoxg8"&gt;SANTO ANSELMO&lt;/a&gt; (1033-1109). Santo Anselmo formulou o famoso &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lCeYqzOHLA4"&gt;ARGUMENTO ONTOLÓGICO&lt;/a&gt;, no qual, aprioristicamente, prova que Deus existe. Resumidamente, ele parte do conceito de Deus como sendo "o ser do qual nada maior (ou mais perfeito) pode-se pensar" para a conclusão de que Esse ser existe. Importante ressaltar que, aqui, o conceito de Deus é necessário e independe da experiência, assim como o conceito de triângulo. Assim, esse ser não pode existir só na mente, tem que existir na realidade, ou em algum tipo de realidade. Podemos fazer um paralelo, por exemplo, com a "realidade" dos números ou das formas geométricas.&lt;br /&gt;Santo Anselmo pode ser considerado o primeiro grande pensador da Escolástica. Grosso modo, a Escolástica, na época de Anselmo, pode ser entendida como profundamente influenciada pelo aristotelismo. Essa influência marcará, por exemplo, a filosofia de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hOLob7lTaes"&gt;SÃO TOMÁS DE AQUINO&lt;/a&gt; (1224-1274). Podemos perceber essa influência na obra tomista &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ujdHvC8X2qY"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;SUMA TEOLÓGICA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; a qual influenciará não só a Filosofia Medieval mas, também, o pensamento ocidental. Nessa obra, são Tomás tentou, racionalmente, demonstrar a existência de Deus. Essa demonstração é encontrada nas famosas "&lt;a href="http://74.125.113.132/search?q=cache:IU4nurbJcHkJ:filosofiadareligiao.no.sapo.pt/Deus%25207.doc+cinco+vias&amp;amp;cd=3&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br"&gt;cinco vias da demonstração da existência de Deus&lt;/a&gt;". Nas cinco vias, percebe-se a tentativa de alinhar elementos aristotélicos, cristãos e da filosofia de Santo Anselmo, visto acima.&lt;br /&gt;Por fim, Guilherme de Ockham pode ser considerado o último grande pensador da escolástica. Uma de suas principais contribuições está relacionada com a questão dos universais. Resumidamente, a questão dos universais, na Idade Média, está relacionada com as seguintes perguntas: alguns nomes (como homem e animal) possuem realidade concreta ou são apenas conceitos? Sendo conceitos, esses nomes são meramente mentais ou estão fora da mente? A resposta de Okcham a essas questões é nominalista. Para um nominalista, os universais são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flatus vocis&lt;/span&gt; (sons vazios), ou seja, são sons sem uma referência no mundo ou na mente. Ockham concorda parcialmente com isso. Todavia, para ele, o conceito possui alguma referência mental.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;CITAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;[1] 1998, pp. 11-12&lt;br /&gt;[2] 2002, p. 103&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;LIBERA, Alain de. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;A Filosofia Medieval&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;. São Paulo: Edições Loyola, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCONDES, Danilo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Iniciação à História da Filosofia: dos Pré-Socráticos&lt;br /&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Wittgenstein&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002 (7a edição)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://media.cineminha.com.br/posters/The%20Name%20of%20the%20Rose%201986.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://media.cineminha.com.br/posters/The%20Name%20of%20the%20Rose%201986.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 190px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 134px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-style: italic;"&gt;LINKS &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;PA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;RA RESUMOS DO FILME "O NOME DA ROSA"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li style="color: red; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sV7ET145t0M&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LIN&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sV7ET145t0M&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;K&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sV7ET145t0M&amp;amp;feature=related"&gt;RESUMO I&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=P4ITdSfGd5I"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;LINK&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=P4ITdSfGd5I"&gt;&lt;span style="color: red; font-weight: bold;"&gt;RESUMO II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-6939843560103342926?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/6939843560103342926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/09/introducao-filosofia-filosofia-medieval.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6939843560103342926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/6939843560103342926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/09/introducao-filosofia-filosofia-medieval.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA MEDIEVAL'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-1386924534608323504</id><published>2009-08-22T19:29:00.000-07:00</published><updated>2011-02-10T19:00:44.776-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Antiga (C1)'/><title type='text'>INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA ANTIGA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FILOSOFIA ANTIGA: LINKS PARA VÍDEOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Filosofia nasce na Grécia Antiga. Nesse primeiro momento, convencionou-se chamar a essa Filosofia de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lqw1YINiZ6U"&gt;Filosofia Antiga&lt;/a&gt;. Podemos estabelecer que a Filosofia Antiga começa por volta do século VI antes de Cristo (a.C.) e vai até o início da Era Cristã.&lt;br /&gt;Os primeiros filósofos, também conhecidos como&lt;span style="color: #3366ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RwOdAk5hLSE&amp;amp;feature=related" style="color: #000099;"&gt;filósofos pré-socráticos&lt;/a&gt;, aparecem na Jônia. Entre os principais representantes da escola Jônica podemos citar: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iMOeibwr7Zs&amp;amp;feature=related"&gt;TALES DE MILETO&lt;/a&gt;, ANAXIMANDRO E &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_z1ze7tj7XM"&gt;ANAXÍMENES&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Também, entre os milesianos, podemos destacar a figura de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G6cixmFeJGY&amp;amp;feature=related"&gt;HERÁCLITO DE ÉFESO&lt;/a&gt;. A filosofia de Heráclito está exposta numa série de &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/12892206/Fragmentos-de-Heraclito"&gt;fragmentos&lt;/a&gt; e possui elementos em comum com os três filósofos anteriormente citados. Por exemplo, ele também estava preocupado com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arché&lt;/span&gt;. O princípio de tudo, para Heráclito, pode ser considerado o Fogo.&lt;br /&gt;Porém, ele centrou seus esforços na tentativa de melhor entender o movimento ou o dinamismo do universo ou o devir (vir a ser, tornar-se). Heráclito acreditava que "Tudo Flui". Esse fluir acontece porque há um contínuo conflito de contrários (exemplos: quente-frio, baixo-alto, seco-úmido, belo-feio etc.). Os contrários estão em uma eterna guerra. Porém, essa guerra é também paz e harmonia. O sentido de paz só é alcançável se entendermos o sentido da guerra. Dessa maneira, no próprio devir já se encontra a harmonia dos contrários.&lt;br /&gt;Contrário ao pensamento Heraclítco, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4leY3vY2WCg&amp;amp;feature=fvsr"&gt;PARMÊNIDES DE ELÉIA&lt;/a&gt; achava que o movimento não representava a realidade. O movimento era algo aparente. Para ele, a realidade era única, imóvel, imutável, eterna (sem princípio e sem fim), completamente preenchida e indivisível. Assim, "tudo é um" caracteriza o monismo parmediano. A imutabilidade de sua filosofia pode ser encontrada no &lt;a href="http://74.125.93.132/search?q=cache:oSZNov41WK8J:www.ifcs.ufrj.br/%7Efsantoro/ousia/PARMENIDES%2520I-VIII.rtf+poema+parm%C3%AAnides&amp;amp;cd=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;gl=br&amp;amp;client=firefox-a"&gt;Poema de Parmênides&lt;/a&gt;; nesse poema ele afirma que "o ser é, o não-ser não é".&lt;br /&gt;Os filósofos pré-socráticos influenciaram o pensamento de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wavVlSHDYmA"&gt;SÓCRATES&lt;/a&gt; o qual inaugurará uma nova fase na Filosofia Grega. Importante ressaltar que Sócrates, Platão e Aristóteles foram inimigos dos &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1GYSreGdE_w"&gt;SOFISTAS&lt;/a&gt;, considerados relativistas e inimigos da verdade. Essa busca pela verdade pode ser melhor percebida na &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nxVwsKNv08Q&amp;amp;feature=related"&gt;Alegoria da Caverna de Platão&lt;/a&gt;. Nesse experimento de pensamento, Platão tentou mostrar, entre outras coisas, que o filósofo deve buscar sempre a verdade, mesmo que isso acarrete problemas para a própria vida. Também, na &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=I9qPYb_N3ng&amp;amp;feature=related"&gt;Alegoria da Caverna&lt;/a&gt;, a Teoria das Idéias será colocada. Nessa teoria, percebemos o dualismo da metafísica platônica. Esse dualismo separa o que seja o conhecimento sensível do conhecimento verdadeiro, ou racionalmente orientado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.filosofiaemquadrinhos.com.br/presocraticos1.html"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;FILOSOFIA ANTIGA: HISTÓRIA EM QUADRINHOS SOBRE OS PRÉ-SOCRÁTICOS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4334416741756846472-1386924534608323504?l=www.professor-paulo.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.professor-paulo.com/feeds/1386924534608323504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/08/introducao-filosofia-filosofia-antiga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/1386924534608323504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4334416741756846472/posts/default/1386924534608323504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.professor-paulo.com/2009/08/introducao-filosofia-filosofia-antiga.html' title='INTRODUÇÃO À FILOSOFIA (C1): FILOSOFIA ANTIGA'/><author><name>Paulo Araujo</name><uri>https://profiles.google.com/103380671128896458673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4334416741756846472.post-966183761768799639</id><published>2009-08-21T09:52:00.000-07:00</published><updated>2010-02-16T16:32:43.819-08:00</updated><title type='text'>SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:L03ceRTnk7p1aM:http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=68208172_2213.jpg&amp;amp;v=P"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; 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